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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Série Minha alma gêmea é você 1 - Um homem apaixonado

               Minha alma gêmea é você 1 - Um homem apaixonado

Janaína voltara, depois de anos, para sua casa, para sua família. Entretanto, não conseguia receber o amor e o perdão dos filhos que acreditavam que ela os abandonara
para ir viver com outro homem. Sem perder a esperança em reconquistar sua família, Janaína acaba se esquecendo de que tem outros problemas para resolver, já que
uma terrível ameaça do destino está outra vez em seu caminho e ela tem muito pouco tempo para conseguir qualquer resultado. Como se não bastasse, o homem que ela
amara todos esses anos e que lhe jurara amor eterno, está apaixonado por outra!


 Minha alma gêmea é você! 1 - Um homem apaixonado



                Ele abriu sua agenda para verificar quais os compromissos que teria naquela tarde, mas a página que se abriu para ele, obrigando seus pensamentos
a voarem para um lugar não muito distante dali,  era a de alguns dias atrás. Mais especificamente de doze dias.
                Ele parou e suspirou.
                Fora há exatos doze dias, quando voltava para o seu luxuoso apartamento de cobertura que a ouvira chamar seu nome através da escuridão, escondida
atrás de  uma árvore, como se fosse a mais vil das criminosas.
                "Janaína... Ah, minha adorada Janaína! Minha amada Janaína!"
                Aquela lembrança o machucava mais que uma faca afiada que se afundava em sua carne. O que ele poderia fazer agora? Queria que o ar que tentava levar
até  seus pulmões pudesse passar pelo fundo de sua alma e deixar seu coração, que há anos parecia tão pesado, grande demais para o seu cansado peito, dolorido e
sem nenhuma  esperança de mudança, um pouco mais leve. Percebeu o quanto seu peito parecia apertado e achou que aquela condição já durava tanto tempo que nem fazia
mais diferença.  Apenas se agravara um pouquinho mais no último ano. E, com toda a certeza, piorara nos ´últimos doze dias.
                Tornou a olhar para a página exposta a sua frente. Como resolveria aquela situação que ele criara ao concordar com o pedido que Janaína lhe fizera,
nove anos antes? Como diria aos filhos a verdade? Suas crianças jamais o perdoariam. Ou perdoariam Janaína. Ou sequer compreenderiam aquilo tudo.
                E o que haveria para um casal de adolescentes compreender numa situação como aquela? Crianças de quinze anos não se preocupavam com aquele tipo de
coisas.  Ainda estavam muito centradas no próprio umbigo, quase como eram quando aprendiam a falar e a andar e se sentiam o centro do universo.
                E era certo que, com aquela cabecinha vazia, ou, com aquela cabecinha preocupada apenas com a opinião dos amigos sobre a qualidade de suas roupas,
Thayssa,  sua filhinha adorada, jamais compreenderia nada sobre o que verdadeiramente acontecera com sua mãe. Já até podia ver sua filha lhe indagando o que seus
colegas iam  pensar sobre aquilo!
                errara ao ir morar com seus dois filhos naquele condomínio de luxo? Mas aquilo tudo ali pertencia a ele. Era justo que escolhesse uma das coberturas
para residir ali. Ou pregava uma coisa, como uma vida de simplicidade enquanto nadavam em luxo e riqueza, e acabara por ensinar seus filhos a serem hipócritas? Ele
mesmo, que fazia questão de estar sempre de jeans surrado, com uma camiseta simples queria enganar a quem? Virara as costas para a empresa de seu pai dizendo que
jamais se venderia, mas, em nome de um sonho, não acabara usando a herança que o pai lhe deixara e se tornara um homem tão rico quanto qualquer outro?
                Não saberia responder. Mas uma coisa ele sabia. Tentara, com o dinheiro que tinha, preencher um pouco daquela lacuna que a mãe deixara ao partir,
quando dera a eles a certeza de que ela os abandonara, que os trocara por um camarada qualquer.
                Naquele momento, seus filhos estavam preocupados com a opinião dos colegas, em debochar de tudo aquilo que os adultos gostavam ou diziam.
                Era tão comum ouvir uma censura de sua filha de quinze anos quando ele dizia uma gíria como se falar gíria fosse algo inventado pelo grupo que ela
frequentava ou, pelo que ele parecia entender, as gírias eram algo que somente os jovens podiam dizer. Na boca de qualquer um que tivesse passado dos vinte anos,
aquelas palavras soavam como uma heresia.
                Thayssa, sua garotinha, ria de tudo e de todos. Mas ficava desesperada com o mundo quando tinha que sair com os amigos e as roupas não eram boas,
o cabelo não estava legal, os sapatos não combinavam com nada e já tinha usado aquela camiseta umas três vezes. O que iriam pensar dela se a vissem usando novamente
aquela camiseta?
                A tal camiseta, de repente se tornara algo feio e hostil. Mas ele se lembrava que mais ou menos há um mês era a coisa mais linda na qual Thayssa
colocara seus brilhantes, entusiasmados e surpresos olhos.
                - Linda! Nunca vi nada tão lindo! Compre para mim, paiê! Compra, vai...
                Ao menos essas haviam sido as suas palavras ao ver a tal peça na vitrine de uma loja no shoping e ainda se lembrava de se perguntar como algo tão
pequeno custava tanto quanto o terno que ele precisara comprar urgentemente para comparecer a uma reunião com alguns possíveis investidores, dias antes. Tudo bem
que era um terno barato demais. Aliás, fora o mais barato da loja. Mas era bonito e, embora ele detestasse ternos e gravatas, até se sentira importante usando aquela
roupa. Todavia, se fosse comparar a quantidade de tecido do terno e o da camiseta...
                - O que a sua camiseta linda tem de errado, Thayssa? André Zanon perguntara após recordar-se do dia exato em que a comprara.
                - Linda? Aquele trapo velho mais parece um pano de chão!
                - Não foi isso o que me disse no dia em que me pediu para comprá-la.
                - Isso foi naquele dia. Ela era nova, bonita. Agora está ultrapassada, fora de moda. Não posso ser vista usando esse troço, paiê! Tá velha e feia
e já me viram com ela mais de uma vez! Vão rir de mim! Por que você não me entende? - A mocinha parecia magoada com o pai.
                - Seus amigos riem de quem repete roupa?
                - Claro, paiê! É ridículo! Todo mundo ri, né? Existe coisa mais feia no mundo do que ser diferente dos amigos?
                Era comum que volta e meia, mesmo sem o querer, acabasse por se indagar sobre o que aqueles seres sem nada na cabeça pensavam da vida, se é que pensavam!
Tudo se resumia ao que os outros iriam dizer? Ou todos se vestiam para os amigos, viviam para a aprovação dos amigos? A escola, os colegas, a vizinhança... Tudo
se resumia a isso. E ele, que se preocupava tanto com o bem estar dos jovens poderia estar enganado ao querer oferecer aos outros que nunca haviam tido qualquer
oportunidade na vida, algo tão diferente daqueles anseios que via em seus filhos?
                André suspirou frustrado. Seus filhos viviam num mundo totalmente diferente do seu. Onde foi que errara? Logo ele que ansiava acertar mais que tudo
na vida!
                E nem importava se o que fosse estranho, de repente parasse de ser. Certo dia assustara-se com os cabelos verdes de sua filha. Depois a encontrara
com um bando que deveria ser chamado de cabeças arco íris. Todos tinham as mais variadas cores nos cabelos. Havia azuis, vermelhos, rosas, laranjas... Agora, nesse
momento, sua filha tinha cabelos castanhos, sua cor natural, mas com dez centímetros de pontas rosa choque.
                Mas de uma coisa ele não podia reclamar. Thayssa não era gótica e nem ficava com a galera do cemitério. Entretanto, seu guarda roupa era um imenso
mar rosa, branco e lilás. Tudo em seu quarto, além das roupas, giravam em torno dessas três cores. Inclusive os móveis, as paredes, os bichinhos de pelúcia.
                Cansara-se de ver sua filha chorar por causa de suas roupas. Quase se endividara tentando comprar as coisas que ela tanto necessitava para ser feliz.
Bem, nem tanto assim. Ia precisar comprar muita roupa para ficar endividado um dia. Todavia, a conduta de Thayssa o preocupava. Nada era suficiente! Nunca era o
bastante! Nunca conseguia agradar aquela garotinha do papai! Aquele buraco de carência afetiva que ela supria comprando roupas compulsivamente parecia mais um saco
sem fundo!Jamais encheria. Jamais seria satisfeito! Então, parara com as compras desordenadas que, se não ameaçavam realmente a sua conta bancária, ameaçavam a sua
paz de espírito. Fora necessário. Estava se tornando refém dos gostos extravagantes de uma adolescente! Mas o que ele tivera que ouvi-la chorar, lamentar-se e se
sentir a garota mais infeliz do planeta por que não tinha boas roupas para impressionar aos amigos quase o fizeram desistir e colocar seu cartão de crédito ilimitado
nas mãos dela. Mas mantivera-se firme. Ela não poderia vencê-lo naquela batalha! Entretanto, quem quase chorava era ele ao ter que mandá-la escovar os dentes, pegar
as roupas que ela largava pelo caminho, obrigá-la a alimentar-se direito pois era obsessiva quanto ao aumento de duas gramas e tinha que vigiar de perto seus hábitos
com a própria higiene.
                André, por vezes, quisera entregar os pontos. Parecia que lidar com adolescentes era o maior castigo que um pai poderia receber. Embora ele dedicasse
sua vida a cuidar de uma grande quantidade deles todos os dias, era muito mais fácil pois não eram seus filhos. Não tinha que mandá-los fazer nenhuma tarefa doméstica
e ouvir reclamações e resmungos por todo um dia.
                Mas... Sabia o que fazia falta na vida da filha. Era o mesmo que lhe faltara naqueles últimos nove anos. Janaína! Janaína deixara aquele espaço vazio,
tanto em sua vida quanto na vida de seus filhos.
                Ainda podia se lembrar quando Thayssa menstruara pela primeira vez. Entrara em pânico. Não sabia o que dizer, não sabia como explicar e nem sabia
como a ensinaria a usar o absorvente. Embora lidasse o tempo todo com meninos e meninas, ainda não enfrentara uma situação como aquela. E, se fosse com outra adolescente...
Seria muito mais fácil que ter que explicar aquelas coisas para a própria filha! E não se sentia a vontade para pedir que sua cunhada Isabela fizesse aquilo. Os
filhos de seu irmão viviam largados a própria sorte e, por vezes, era ele ou o primo Samuel que ia ao socorro dos sobrinhos.
                Dessa forma, a ajuda de Isabela estava descartada!
                Ele, como todo homem, conhecia, através das reclamações, os incômodos da menstruação e o mau humor que abatia as mulheres nesse período. Vira algumas
de suas amigas rolarem de cólica e vira, muitas vezes, como Janaína ficava prostrada, nauseada e até a vira com febre, por duas vezes, nesse período.
                Que homem nunca ouvira falar da tal TPM? Janaína vivia a reclamar daquilo! Mas o conhecimento masculino sobre o assunto não ultrapassava essa barreira.
E, nenhum homem gostaria de ir além disso, exceto, é claro, aqueles que haviam estudado para isso.
                Estranho como seus pensamentos, mesmo depois de nove anos, sempre pousavam em Janaína.
                Era nela que ele pensava sempre que abria os olhos pela manhã. Não! Antes mesmo de acordar, de abrir seus olhos, de ter a consciência de que estava
vivo e acordando para o mundo, era nela que ele pensava. Afinal, só reparara no brilho do sol depois que a conhecera. E somente prestara atenção ao reluzente fulgor
das estrelas depois que a tivera em seus braços. Ela era a sua luz.
                Durante todos os dias de sua vida, desde que a vira pela primeira vez, jamais pensara em outra mulher, jamais quisera outra mulher, jamais se imaginara
nos braços de outra mulher.
                Janaína era o seu mundo, o ar que precisava para levar adiante a sua vidinha tão mais ou menos que o destino lhe reservara.
                Tudo bem que ele era uma pessoa muito preocupada com o futuro da humanidade. Preocupava-se com os jovens e com as escolhas que eles faziam. Por isso,
quando  ele  herdara de seu falecido pai aquela montoeira de terrenos nas encostas daquele lugar onde nascera e crescera e que se encontrava com a magnífica Serra
do Mar,  em São Gabriel dos Mares, não pensara duas vezes. repartiu ao   meio as suas recém herdadas posses e reservara aquela metade para criar um centro de esporte
e lazer  para a imensa quantidade de crianças e adolescentes que viviam naquela cidade.
                Com a outra metade que restara, ele ainda pudera reparti-la entre o irmão Emiliano, o primo Samuel e um tanto para si mesmo. E o resultado disso
foi a construção de três luxuosos condomínios, o que tornava os três garotos Zanon um pouco mais ricos!
                Contudo, não criara o centro esportivo pensando na adolescência de seus filhos. Quando dera início aquele sonho quase impossível, suas crianças eram
pequenas e ele ainda não se preocupava com eles nesses termos. Como se achava um bom pai, acreditava que seus filhos jamais enveredariam por qualquer tipo de caminho
que não fosse o correto, o caminho do bem. Além disso, ele se acreditava uma pessoa de boa índole. E sabia que Janaína, a mãe de seus filhos, mesmo que todos acreditassem
no contrário, também o era.
                Conhecia Janaína muito melhor que a si mesmo. Sabia o quanto ela era bondosa, meiga, amável, gentil, amorosa.
                Nos olhos de Janaína ele via amor e ternura. A alma de Janaína era pura e transparente. E ele se via refletido naquele olhar, naquela alma, naquele
amor, naquele coração.
                E ele pensava que as virtudes e qualidades de uma pessoa eram escritas em seu DNA na hora da concepção. Naquele momento, já estava definida se a
pessoa seria  do tipo que maltrata animais, magoa deliberadamente os outros,  ou até mesmo se teria fé em alguma coisa. Tudo de bom ou de ruim, na percepção de André
Zanon, vinha  determinado no momento da criação. Até mesmo se ele seria capaz de amar, embora, ser amado já fosse uma outra história.
                Não lidava com crianças e jovens o tempo todo? Não via a maldade que algumas crianças traziam em seu olhar e em suas ações. Não se cansara de ver
a maldade  que crianças ainda pequenas eram capazes de fazer com animais que não sabiam se defender? Quantas vezes vira alguns meninos maltratando gatos, cachorros,
pássaros?
                Sempre vigiara o comportamento de seus filhos de perto temendo que agissem com crueldade diante de animais indefesos. Estava sempre alerta para tentar
sanar  qualquer tipo de violência gratuita que algum de seus filhos pudesse demonstrar. Todavia, dera sorte com relação a isso. Tanto Thayssa quanto Thiago pareciam
compadecer-se  de qualquer bichinho que demonstrasse estar passando por qualquer tipo de dificuldade. Ambos viviam a recolher animais abandonados, conduzindo-os
ao centro de zoonoses  de seu município. E só os levavam para lá depois que ele proibira terminantemente que sua casa viesse a se transformar num abrigo para animais
desgarrados ou abandonados  a própria sorte, já que tudo quanto era gato, cachorro, pato, marreco, papagaio, jumento, cabrito ou qualquer outra coisa que eles, por
acaso encontrassem em seu  caminho, levavam para o seu lar doce lar.
                Não podia reclamar da sorte. Seus filhos, embora muito bagunceiros e sem noção com relação a realidade que os cercava, eram tão bondosos quanto a
mãe.
                Por outro lado, jamais deixara de dialogar com os filhos. Já aprendera que adolescentes problemáticos eram aqueles cujos pais se negavam a compartilhar
suas  vidas com eles. E sentia prazer em estar com Thayssa e Thiago, de sairem juntos, passearem, ir ao cinema, fazer um lanche e conversar sobre tudo, embora, conversar
com seus filhos era quase um sacrifício por causa do assunto que quase sempre se resumia a roupas da moda e músicas sem sentido.
                Ele, nesse ponto, se considerara um homem de sorte. Ao menos até há dois meses, quando sua filha menstruara pela primeira vez. Até aquele dia, amara
e fora  amado. Até aquele dia, seus pensamentos sempre estiveram com Janaína. Até aquele dia, sempre lhe fora fiel e leal em seus pensamentos e afetos.
                Agora, não tinha mais essa certeza.
                Era óbvio que, por vezes, se considerava um tanto arrogante e superior aos demais mortais. Mas isso só durava até se lembrar de sua condição, o que
não era  nada lisonjeira. Mas ainda assim, não podia reclamar da vida. Vivera, nos braços de Janaína, o amor mais belo e perfeito que qualquer ser humano poderia
ter alguma  vez vivido e se a vida lhe dera aquela rasteira há nove anos, se a vida lhe tirara tudo quanto lhe dera um dia, tinha muitos bons momentos para se lembrar
além do  fato de saber que Janaína ainda o amava tanto quanto o amara aos vinte anos quando o conhecera.
                Mas agora, a culpa rondava sua mente como um fantasma num castelo em noite de tempestade. Assombrava-o. Fazia seu coração disparar. Tudo por que
fora em  busca de auxílio num momento em que não tinha a menor ideia de como agir.
                Era estranho como não se preparara para aquela situação. Sabia que ocorreria, sabia que até já passava um pouco do tempo e até levara, enquanto ouvia
muitas  reclamações pelo caminho, a sua garotinha ao médico. Era lógico que Thayssa não queria ir. Mas ele precisava fazer aquilo.
                As coisas, as decisões eram tomadas por ele sem que, durante algum tempo, parasse para pensar nas consequências. Agora, que se aproximava da idade
da razão,  tudo tinha uma proporção diferente. Antes, agia por que era preciso, por que tinha que fazer alguma coisa em determinada situação. Não parava para raciocinar
sobre  a teoria do caos. Agora, o bater das asas de qualquer borboleta perto dele causava um estrago de proporções alarmantes.
                Quando ele e Janaína decidiram que ele ficaria com as crianças e não lhes contaria nada do que era preciso, jamais imaginara que seus filhos cresceriam
com  ódio da mãe, acreditando que ela os abandonara para fugir com outro homem. Ele sequer cogitara tal coisa, embora pudesse imaginar de onde surgira aquela ideia
estaparfúdia.
                Mas Janaína queria que assim fosse. Nunca quis ver as crianças desde então. Ele sabia que ela os amava, que os queria tanto quanto queria a ele.
Mas ela  se decidira por partir sem deixar rastro. Provavelmente, jamais voltaria. Provavelmente, jamais veria seus filhos novamente. Provavelmente a escuridão daquele
dia  pavoroso os envolveria a todos num véu de esquecimento e tudo ficaria bem.
                Mas não ficara. As consequências daquela mentira ainda lhe perturbava a alma.  E era ele quem mais sentia saudades, embora duvidasse que apenas ele
sentisse  a falta que Janaína fazia no seio daquela família.
                E a mentira crescera tanto que ameaçava afogar a todos num mar de angústia e insensatez. E ele não sabia mais o que fazer. Nem com relação aos filhos
e nem  com relação a si próprio. Tentara camuflar, tentara esconder a verdade embaixo do tapete, tentara esquecer... Tentara de tudo para que a verdade, ou a mentira,
não  fosse descoberta.
                Mas a mentira  estava ali. Nascera e crescera como um monstro apavorante com o passar daqueles nove anos. Thayssa, sua bondosa filha de coração puro,
a mesma  que defendia os animais abandonados pelas ruas do bairro,  odiava a mãe e acabara por levar o irmão gêmeo, que era um pouco menos rancoroso que ela, a odiar
a mãe  com a mesma intensidade. Talvez, por se sentirem abandonados como aqueles mesmo animaizinhos que eles viviam a recolher a esmo pelos cantos da cidade. E agora
ele  não sabia o que fazer. A verdade, se fosse contada agora, pareceria ainda mais assustadora que a mentira!
                E assim também ocorreram outras situações em que o bater das asas da borboleta causaram uma terrível catástrofe em sua vida.
                Há doze dias Janaína estava ali, ao alcance de seus olhos. E de suas mãos... Seus filhos sequer imaginavam que sua mãe estava tão perto. Ela não
queria que  eles soubessem que ela voltara. Queria aproximar-se naturalmente, conquistá-los, ensiná-los a amá-la como eles a amavam antes de toda aquela desgraça
abater-se sobre  suas vidas.
                E essa era outra coisa com a qual ele ainda não sabia lidar. E o mais terríivel era saber que Janaína confiava plenamente nele. E esperava que ele
soubesse  o que fazer, caso ela falhasse.
                E isso era o mais terrível de tudo. A confiança de Janaína. A fé que ela depositava nele agora poderia ser abalada e ele não tinha a menor ideia
de como  deveria agir. Sempre a amara e ela jamais duvidara disso. Sempre lhe fora fiel e seu leal amigo. Sempre enfrentaram a vida juntos, até mesmo quando as coisas
desabaram  sobre suas cabeças. Mesmo amedrontados, permaneceram unidos na alma e no coração. E agora os pensamentos dele vagueavam pelo desejo por outra mulher.
Estaria apaixonado  por outra? Destruiria todo aquele amor que ele julgara inabalável, indestrutível que sempre sentira por Janaína desde o primeiro instante em
que seus olhos a contemplaram?  E o que o levara a pensar tão insistentemente em outra mulher, logo agora que Janaína estava tão perto? Logo agora que sua adorada
Janaína voltara para ele depois  de nove anos de ausência?
                Bem... Era certo que as coisas não haviam acontecido naquele momento, nem mesmo há doze dias  quando Janaína retornara. Acontecera dois meses atrás,
quando  sua filha menstruara pela primeira vez ou talvez, semanas antes, quando levara Thayssa para uma consulta médica.
                Tivera que levar Thayssa aquela consulta que o deixava embaraçado.. Ela já estava com quase quinze anos e ainda não menstruara. Não se preocupara
com o fato  mas uma amiga que trabalhava com ele dissera-lhe que deveria levar a menina para uma consulta. Estava crescendo e não tinha uma mulher que cuidasse dela,
que ensinasse  a ela as coisas de mocinha. Assim, ele procurara uma mulher para que além de consultar sua garotinha, também pudesse esclarecer a menina sobre todos
aqueles assuntos  dos quais ele corria de medo e que sabia que, caso Janaína estivesse por perto, cumpriria aquela missão de coração aberto. Mas ele não conseguia.
Como falaria de  sexo com sua menininha? Ele teria uma síncope antes!
                Não que encontrasse qualquer barreira para lidar com adolescentes. Não tinha esse tipo de problema. O caminho que ele escolhera seguir na vida era
exatamente  voltado para aquela faixa etária. Não tinha receio algum de falar de sexo com seus alunos adolescentes nem com os jovens do centro esportivo. Exceto
com Thayssa.  Quando sua filha aparecia na sua frente ele gaguejava e a tal conversa séria entre papai e filhinha não fluía.
                André Zanon era uma pessoa muito querida em São Gabriel dos Mares. Criara um centro esportivo e cultural que abrangia todas as necessidades de atenção
que  crianças, dos seis aos dezoito anos, poderia ter em termos de atividades físicas e mentais. Acreditava que ele podia fazer o bem a uma pequena parcela da população.
Assim, colocara mãos a obra e não ficara apenas nas palavras e nos anseios.
                Sempre vira e ouvira relatos de pessoas que eram entrevistadas por que haviam criado um timinho de futebol. Diziam que estavam tirando as crianças
das ruas.  Ele gostava de saber que as pessoas se empenhavam naquelas tarefas, mas ele achava que treinar uma garotada ávida por todo o tipo de atividades apenas
uma vez por  semana não era muito. Não achava que para tirar meninos e meninas das ruas, das drogas, da criminalidade, um treino num time de futebol, apenas uma
vez por semana  não poderia ser muito eficaz. Sabia que aquelas pessoas que se disponibilizavam a fazer esse tipo de trabalho, embora pudessem estar movidas por
infinitos tipos  de motivação, muitas vezes trabalhavam a semana toda e não tinham muito tempo extra para se dedicar as crianças com um pouco mais de atenção.
                Ele sabia que, em muitos casos, o dono do time de futebol ficava triste por isso. Ele mesmo conhecia um senhor, cujo objetivo maior era se candidatar
a vereador e que usava a desculpa do time para poder se promover diante de sua comunidade, e que precisava trabalhar para sustentar a sua família. Assim, não dispunha
de outro dia na semana além do domingo para esse fim. Dessa forma, como ficavam seus meninos de segunda a sábado? Não iam para as ruas? Não se envolviam com os maus
elementos do bairro? E o que não faltava naquele  município eram maus elementos. Parecia que brotavam da terra! Quanto mais ouvia falar que haviam encontrado um
ou dois mortos, a população de bandidos aumentava numa proporção geométrica. Morriam dois, surgiam quatro no dia seguinte e assim sucessivamente. E, como se isso
não bastasse, a cada nova geração de bandidos que aparecia, a maldade, a crueldade, a violência que traziam em suas ações eram cada vez mais destruidoras.
                Anos antes, a bandidagem era vista até mesmo com um certo romantismo. E ainda ouvia os mais velhos que eles comentarem: "Lembram do Fulano? Aquilo
sim é que era bandido. Fazia bem para a comunidade, não permitia que nenhum outro bandido se intrometesse entre nós e ainda cuidava dos mais necessitados!"
                Tinha um amigo que, aos onze anos, vira o irmão mais velho, viciado em drogas e que acabara se tornando um ladrão para poder sustentar seu vício,
já que provinha de família pobre, ser morto ainda muito jovem. A polícia o matara com vários tiros como se ele fosse um malfeitor da mais alta periculosidade. Aquilo
destruíra a família. E todos naquele bairro haviam ficado indignados com a violência do crime.
        André prestava a atenção nesse tipo de coisas desde pequeno. Havia em seu bairro, muitos garotos com os quais ele e Emiliano jogavam a tradicional pelada
do  fim de tarde, que viviam envolvidos com drogas, furtos e até mesmo, assaltos a mão armada.
        Por sorte, nenhum dos amigos havia se virado contra eles, por serem filhos de uma pessoa rica, mas odiada em dose tripla.
    Quando o irmão de Claudinho fora morto, seu pai, temendo que o caçula, por viver em um lugar que acabava envolvendo a maioria dos meninos numa vida de crimes,
dormia e acordava em agonia, com medo que o filho menor tivesse o mesmo fim. Conforme os anos iam passando, aquele pai se consumia ainda mais. Até que, ao ver o
filho completar dezesseis anos, aproveitou um certo dom que o garoto tinha para a mecânica, comprou um carro velho que fora a leilão e o colocou nas mãos de Claudinho.
                - Arrume esse carro. Tenho algumas ferramentas na garagem. Nunca comprei um carro para mim, pois nunca tive condições para isso. Mas quero que o
arrume aos poucos. Se assim o fizzer, quando tiver idade para dirigir, o carro será seu. Mas, se eu desconfiar que está usando drogas ou  se envolvendo em confusões,
tiro o carro de você! Não quero ter outro filho assassinado e nem chamado de bandido pellos outros! - Fora o que Claudinho ouvira do pai, há muitos anos e que ainda
contava com orgulho. Dizia ainda que, ao ver o estado lastimável em que o carro se encontrava, duvidou que seria capaz de arrumá-lo.
        - Nem daqui a trinta anos eu vou conseguir arrumar isso! E onde vou comparar peças para reposição? - Perguntara ao pai.
        - Trabalhe. Arrume algum bico... Se vire... Mas não roube ninguém para isso.
        E Claudinho se virara. Capinava quintais, limpava caixa dáguas, descarregava caminhões... Mas arrumou o carro em quatro meses. E o vendeu por uma grana boa.
E copmprou outra lata velha, a qual arrumou, pintou e vendeu por doze vezes o que pagara.
        Agora, tinha uma oficina que customizava os carros. Pegava um carro de determinado modelo e o incrementava num estilo único, que fazia do carro algo completamente
diferente.
        Claudinho ficara tão famoso que até dos países vizinhos vinham milionários para customizar seus carros!
        Um outro colega de bola, ao passar por uma situação tão difícil que chegara a ser condenado a doia anos de prisão, fora presenteado pelo pai com um castigo
onde não podia mais sair de casa.
        - Até completar dezoito anos, está proibido de colocar os pés para fora de casa, exceto para ir a escola. E fique sabendo que vou vigiar cada um de seus
passos! Se pisar na bola outra vez, vou expulsálo de casa, mas antes vou lhe dar uma surra que você vai baixar hospital.
        A mãe de seu amigo, sabendo que o pai falava a sério, conhecia a aptidão do filho para lidar com trabalhos manuais, coisas pequeninas. Então, com o pouco
dinheiro que economizara na faxina que fizera durante toda uma semana, comprara material para que o filho fizesse anjinhos, bichinhos e um monte de outras coisas
como massa  de biscuí. Dera certo! O garoto crescera e ampliara seus negócios e agora vendia suas obras até para o exterior. E o melhor. Não voltara a cometer nenhum
delito!
                E fora nesse contexto que ele criara o seu centro poli esportivo. Se encontrar no adolescente algo de seu interesse, aflorar suas aptidões, cultivar
nos jovens a curiosidade por algo bom e despertar-lhes a criatividade, dera certo com os seus amigos, por que não daria certo com algumas crianças que tinham boa
índole mas que se perderiam no caminho se ninguém lhes desse importância? Nem sempre os pais faziam tudo o que deviam e que podiam por seus filhos. Existia uma infindável
gama de razões para que as coisas não acontecessem como deveriam. E o que ele poderia fazer de bom? Sentar-se em uma mesa cheia de pessoas, ou numa reunião de igreja,
de políticos, de educadores, de jornalistas e ficarem horas, dias, meses e anos discutindo o que estava certo ou errado na sociedade, em como  os pais não sabiam
ser bons pais, em como as escolas não sabiam ensinar, em como a sociedade era falha em todas as direções, culpar as políticas educacionais e um monte de baboseiras
que não levavam a lugar algum ou ele poderia por mãos a obra e fazer alguma coisa para melhorar o mundo em que vivia?
        Então se decidira por fazer em vez de ficar analisando como aqueles incapazes que só servem para falar. Não ia se perder em teorias enquanto o mundo a sua
volta pegava fogo. E nem ia perder tempo julgando se os pais eram bons ou não Queria trabalhar a partir do que tinha nas mãos. E o que tinha eram crianças e jovens
que,  por uma infinidade de razões, podiam ingressar numa vida onde a criminalidade e a prostituição davam as cartas.
                E ele não queria isso. Sua obra era moderna, digna de primeiro mundo. Tinha piscina olímpica em que futuros nadadores eram treinados, várias quadras
de basquete, vôlei e futsal, equipe de ginástica, garotos e garotas que praticavam os mais diferentes estilos de luta e, logicamente, a menina de seus olhos, o seu
time de futebol. Além disso, atividades culturais como teatro, balé, dança, artes plásticas, oficina de escritores, de cinema e de desenho animado também faziam
parte dos interesses que rondavam a cabeça da garotada. Como se não bastasse, havia cursos de conversação em vários idiomas, aulas de informática e uma equipe de
jovens que criavam programas  para o canal on line, que mostrava para quem quisesse ver, tudo o que acontecia dentro dos muros do centro esportivo. E tudo isso era
fiscalizado pessoalmente por  André Zanon que temia que corruptores de ideais manchassem aquele projeto ao qual ele dera vida.
                Mas tudo isso acontecera depois que Janaína se fora.
                E ela se fora num dia em que o mundo fora surpreendido, em setembro de 2001, com o ataque as torres gêmeas nos Estados Unidos. E, por azar de muitos
que  haviam perdido suas vidas ou que a tiveram modificadas para sempre naquele fatídico dia, ele também fora tocado pela tristeza e pela dor, quando sua vida, naquele
momento, virara de cabeça para baixo, talvez para sempre.
                Todavia, para sorte dele, usando uma expressão insana e totalmente longe da verdade, aquele ataque, por mais que tivesse causado infinitas desgraças,
dores  e tristezas jamais sanadas, acabou impedindo que as pessoas comuns e que estavam a sua volta se preocupassem com os terríveis acontecimentos que se abatiam
sobre  ele e sua mulher, naqueles dias. Todos estavam com as atenções voltadas para o que acontecia no hemisfério norte e nem mesmo aqueles que se preocupavam demais
com  a vida alheia quiseram dedicar tempo  a tragédia que se desenrolava bem debaixo de seus narizes.
                Ele sabia que as pessoas viam os terríveis acontecimentos que o prostavam como algo inaceitável e aterrador. Mas os que se abatera sobre o mundo
preocupava  bem mais e assim, sua tragédia particular quase nem fora comentada, embora ele temesse que, com o abaixar da poeira na mídia que dava total atenção aos
acontecimentos  internacionais, que podiam trazer consequências devastadoras para o mundo, todos se voltassem para ele, sua mulher e seus filhos.
                Infelizmente, ele tinha que concordar que, depois de tanta tragédia, tantas dores, tanto  assombro, tanto para as pessoas que haviam perdido seus
entes queridos  quanto para ele que acabava de ver sua adorada mulher partir, fora uma sorte que, no lugar onde moravam, ninguém tivesse  qualquer interesse no que
lhes ocorrera.
                Tudo bem que os acontecimentos ruins haviam se desenrolados um pouco distante do município onde ele agora morava. Na época, morava numa cidade do
litoral  do norte  fluminense quando se tornara fazendeiro junto com os pais adotivos de Janaína e montava uma cooperativa onde venderiam, para o exterior, tudo
aquilo que  a próspera fazenda fosse capaz de produzir. Mas tudo fora por água abaixo e há nove anos não pisava naquele lugar amaldiçoado.
                Há pouco tempo, criara coragem e acabara por levar sua filhinha com quase quinze anos, a uma consulta com uma ginecologista, rezando que a médica
para a  qual a consulta fora marcada por telefone, fosse boa o suficiente para auxiliá-lo naquela situação em que um pai solteiro que funcionava como mãe tinha que
ensinar  as verdades da vida para a garotinha adolescente.
                "Céus! Que tortura!" André, com toda a certeza, não estava preparado para aquilo!
                Na clínica São Gabriel, que fora inaugurada há poucas semanas,  o nome da médica estava escrito na porta, numa letra cheia de floreios: "DrA Silvana
Lessa."
                Mas assim que entrou no consultório da médica, ficara surpreso. A doutora Silvana Lessa morava no mesmo edifício de apartamentos duplex    omde ele
tinha sua cobertura e já a encontrara, algumas vezes, no elevador.
                - Olá! Somos vizinhos! - Ela foi logo dizendo de uma maneira agradável que o relaxou um pouquinho. Só então percebeu o quanto estava tenso e apavorado
ante  a perspectiva de ter que lidar com os problemas da adolescência de Thayssa.
                E, conforme a consulta avançava, conforme ia ficando cada vez mais relaxado, deu por si a admirar o corpo daquela mulher e a se perguntar se ela
seria solteira  e há quanto tempo moravam no mesmo prédio. E, imediatamente se martirizou com aqueles pensamentos profanos. Jamais pensara coisas daquele tipo desde
que pousara  seus olhos em Janaína. Nem mesmo a saudade que sentira dela durante todos aqueles anos o fizera pensar em outra mulher. Fora-lhe fiel. Era o mínimo
que lhe devia.
                Devia? O que estava pensando? Amava a sua Janaína! Não era gratidão o que sentia por ela. Era amor. Puro e genuíno. Amor verdadeiro. Janaína era
a razão  dele estar ainda vivo, esperando que ela retornasse.
                Ficara tão imerso naqueles confusos pensamentos que não fora capaz de prestar atenção ao que a doutora Silvana conversava com sua filha.
                Na verdade, nem saberia dizer como saíra do consultório e nem mesmo como chegara em casa.
                Um outro pensamento o aborrecia. Lembrava-se, com exatidão milimétrica, o primeiro dia em que a doutora entrara no mesmo elevador que ele estava.
E o pior  era saber que ele também se lembrava, com a mesma precisão, das outras vezes em que o fato se repetira.
                E pior ainda... Depois que a encontrara pela primeira vez, ansiara encontrá-la outras vezes. Desejara o fato com tal intensidade que chegara a perder
o sono.
                E se martirizara tanto por aquilo que há dias não conseguia dormir direito.
                Por que não mandara construir um elevador privativo para as coberturas de seu condomínio como seu primo Samuel fizera. Arrependia-se agora por ter
optado  pelo elevador panorâmico em cada edifício de seu luxuoso condomínio
                E justamente agora, quando, depois de nove anos de espera, Janaína, a sua alma gêmea voltava para seus braços.
                O que era aquilo? Brincadeira do destino? Uma péssima brincadeira do destino? O maldito destino nunca se cansava de lhe pregar peças?
                E com esses pensamentos em mente não prestara atenção em nada daquilo que era dito. Conhecia bem a sua filha e sabia que, se ele não ouvisse palavra
por  palavra para depois repassar trezentas vezes para Thayssa, de nada adiantaria.
                Entretanto, cinco semanas mais tarde, quando a menstruação de sua filha chegara, pela primeira vez, ele entrara em pânico. Sem saber o que fazer,
correu  até o apartamento da doutora no andar abaixo do seu e, enquanto sua filha o esperava no banheiro, ele, como se tivesse encontrado um fantasma, corria espavorido
pelas escadas a procura da salvação.
                E foi nesse dia que tudo se complicou de vez. Agora, sempre que pensava em Janaína, a sua Janaína, a mulher a quem jurara amor eterno, a mulher que
lhe dera  os gêmeos Thayssa e Thiago, a mulher pela qual sempre acreditara que morreria, a mulher a quem amava mais que a si próprio, por muitas vezes, era o rosto
da doutora  Silvana que surgia a sua frente.



Se você gostou deste primeiro capitulo e quer saber como termina esse romance, acesse um dos links abaixo


           Minha Alma Gêmea é você 1 - Um homem apaixonado

          Minha alma gêmea é você 1 - Um homem apaixonado




3 comentários:

  1. estou apaixonadíssima pelo andré e agora o que eu faço
    que homem perfeito
    chego a chorar
    quero o andré para mim
    me ajude ceguinhaaaahhhhh
    obrigada pelo livro magistroso
    lindooooooooo quero ler o segundo logo beijossssssss
    caty

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  2. que maravilhoso o livro novo tava esperando pois ja tinha um tempinho né,mas valeu a pena esperar alias sempre vale a pena pois eu acho seus livros maravilhosos me perco lendo eles
    minha filha mais nova diz que eu sou uma viciada em computador acabo rindo mas acho que no fundo ela tem razao por que levo ele pra minha cama e leio muitos livros mas os seus eu amo acho que é por que sao brasileiros assim eu e acho que todos que leem se identificam mais né bom,parabens mais uma vez e obrigada mande mais viu beijos valquiria Rio de Janeiro

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  3. timo seu blog , e suas historias também estou ansiosa pelo ultimo livro da serie minha alma gemea e vocÊ, li todos os seus livros e realmente noto que vocÊ melhorou a cada uma que foi escrevendo.

    bjs........

    p.s : roendo as unhas de ansiedade pelo livro rsrsrs

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