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domingo, 17 de julho de 2011

Série Os Quatro Elementos 2 - Um Homem da Terra

denzel washington
e)
Renato valente é um taurino, muito sério e muito consciente de seus deveres. Pretende
subir na vida e com isso, aplacar todo o preconceito que sofreu por ter sido rejeitado
ao nascer e também, por causa da cor de sua pele. É o juiz da cidade. Tem uma missão.
Precisa casar-se com SAbrina, uma viúva milionária a fim de cumprir uma promessa feita
a alguém que ele não vê há muitos anos. Antes, precisará convencer a difícil viuvinha
de que está falando sério, já que ela acredita que ele está completamente louco para
fazer uma proposta tão descabida.



            Os quatro elementos 2 - Um homem da terra -  -
Signos do Elemento Terra: Touro, Virgem e Capricórnio.


    sólidos, forte, firmes, práticos, o elemento terra, diferentemente dos outros
elementos como o o ar e o fogo é visível e palpável. Dessa forma, orientam-se mais
pelos sentidos, por aquilo que podem ver, ouvir, tocar e sentir. Esse aspecto torna os
nascidos nesse elemento como Touro, Virgem e Capricórnio, pessoas convencionais e
concretas, mais sensuais do que passionais, e ávidos por segurança e estabilidade.
Resistentes as mudanças, basta olhar em volta para verificar o quanto tudo se difere da
terra original. Junto com a água, o sol e o ar, permite que se retire dela o alimento,
quando as condições são favoráveis, o que nem sempre é possível, já que  em muitas
partes, pode ser tão árida, desértica, gelada, que torna impossível a sobrevivência para
um ser humano. No entanto, é o lugar onde apoiamos os nossos pés e onde se constroem as
edificações, tenham essas, bases fortes ou não

                                capitulo 1

    Embora ele tivesse as maneiras de um cavalheiro do século XIX, ela não ia se dar por
vencida. Era certo que o terno, feito sob medida, era do século XXI. Mas o modo como ele
se movimentava, gesticulava, a voz baixa e pausada, o rosto impassível... Era um lord
inglês! Muito sexy naquele jeito hiper disciplinado, educado, galante. Infelizmente,
sempre haveria uma serpente no paraíso. E, no caso dele, era o fato de não ter um bom
cérebro. Era um tresloucado. Maluco da pior espécie, embora fosse o rei das boas
maneiras. Ao vê-lo, seu coração lhe gritara: "É esse o homem que vai acabar com a nossa
solidão!" Era uma droga! Até seu coração havia enlouquecido!
    Porém, seu coração permanecera louco até que o indivíduo abrisse a boca e ela
comprovasse que ele precisava ser urgentemente internado com direito a camisa de força e
tudo o mais que os doentes mentais tinham direito!
    Mas, por alguns segundos, chegara mesmo a acreditar que seu príncipe viera
resgatá-la. Embora parecesse conservador, não deixava de ser o homem mais bonito que já
vira na vida, ao vivo e a cores. E sabia que já vira muitos homens bonitos. Mas aquele
doido varrido a sua frente era de tirar o fôlego!
    Culpa talvez daqueles olhos castanhos cor de avelã. Ou seria âmbar? Ou mesmo, mel?
Na verdade não importava a cor que aqueles olhos maravilhosos tinham e sim o modo de
olhar. Enquanto o rosto daquele homem parecia uma máscara esculpida em pedra, incapaz
de demonstrar o menor sentimento, a menor emoção, o olhar dele era compassivo,
condescendente, cheio de um amor que saltava, que fulgurava em todas as direções. Como
alguém, que pousava de durão podia ter semelhante maneira de olhar? Aquilo não fazia o
menor sentido. Aquele homem era todo amor guardado em seu íntimo pronto para explodir
como os fogos de Copacabana na virada do ano novo.
    Infelizmente, era um louco! Nem tudo era perfeito!
    - O senhor só pode estar maluco, louco, doente mental! Nunca ouvi tamanha... Que
coisa mais sem sentido! O senhor não bate bem da bola! Queira se retirar, por favor! Ou
chamo os bombeiros para arrastá-lo daqui numa camisa de força!
    - Acho que você não compreendeu bem o que eu disse... - Ele continuava tranquilo
como se nada demais estivesse acontecendo, como se a mulher a sua frente não estivesse a
beira de um ataque de nervos. O rosto dele era sereno, impassível, inescrutável. Estava
sentado a frente da ampla mesa de Sabrina, na mesmíssima posição que estivera há alguns
minutos, quando entrara.
    A atitude dele a irritava ainda mais. Como ele podia ser tão... Calmo enquanto ela
queria arrancar os próprios cabelos de tanta raiva que sentia. Precisava acalmar-se,
agir com serenidade, mas a impassividade dele a desconcertava. Como podia ser xingado e
não mover nem de leve a sobrancelha? Ia atirar um objeto pesado na direção dele só para
ver se ele era capaz de esboçar alguma reação.
    - Compreendi sim! Acha que sou demente? Acha que não tenho neurônios suficiente pra
entender esse monte de baboseiras que está dizendo? - Sabrina Meneghel estava fora de
controle. - Se o senhor não se retirar imediatamente, vou chamar a segurança para colocá-lo
para fora a pontapés! E nem adianta dizer a célebre frase: Sabe com quem está falando?"
Eu sei e não me interessa.
    - Ouça... - Renato começava  a sentir-se impaciente. Uma das coisas das quais menos
gostava era a de conversar. Era um tipo introspectivo, quieto, enclausurado em
seu mundo. Geralmente, por suas feições nunca passava qualquer tipo de emoção da qual
pudesse estar sendo atacado. Era impossível detectar nele a grande amargura e tristeza
em que vivia atolado. Dificilmente perdia a paciência como estava prestes a perder
naquele momento. Aquela mulher o exasperava! Volta e meia era obrigado a recolher-se em
algum canto de sua mente para não ter que dar um grito a fim de fazer aquela mulher que
estava a beira da histeria, se calasse. Nunca, nem em seus piores pesadelos poderia
imaginar que a sua proposta, tão genuinamente apresentada, faria que a moça ficasse tão
transtornada!
    - Se disser que estou cometendo um grande equívoco, que eu não sei com quem estou
falando, juro que vou gritar! - A moça agia como uma menina mimada de treze anos. - Sei
muito bem quem é você!
    - Não! Você não sabe quem eu sou. - E Renato temia perder o controle. Por que iria
se irritar com ela. Era um pouco culpado do que estava acontecendo. Tinha o péssimo
hábito de poupara as palavras. Talvez, poupara tanto dessa vez que a moça não deveria
estar compreendendo direito o que ele dizia. Mas, por que aquele ataque histérico?
    - Sei sim. Minha assistente disse que é o juiz desta comarca. E, na verdade, isso
não tem a menor importância para mim. Só quero que o senhor se retire e leve consigo
esse... Esse... Esse anel e a sua indecorosa proposta indecente! Fora! Fora daqui!
    Sabrina teve que fazer um esforço para não se entregar a uma crise histérica. Aquele
homem enorme, que mais parecia uma parede de pedras intransponíveis a tirava do sério.
Se ele permanecesse a sua frente por mais um minutos ia ter que ser levada para um
manicômio, presa em uma camisa de força. Precisava livrar-se daquele obstáculo o mais
urgente possível
    - Veja bem...
    - Não! Não! Não quero ouvir mais nada! - Sabrina estava descontrolada.
    - Senhora, eu...
    - Por favor, doutor... Doutor...
    - Renato Valente.
    - Pois então, doutor Renato Valente. Saia.  Por gentileza. Saia!
    - Não vou sair daqui até que me diga sim.
    Ela olhou incrédula para o homem. O que estava acontecendo? Aquilo não podia ser
real. Um homem louco! Ele só podia ser louco. Teve vontade de chamar sua assistente
outra vez para que ela verificasse se aquele idiota pomposo a sua frente era mesmo um
juiz de direito. As bobagens que ele lhe dissera um pouco antes tornavam-no digno de uma
dose cavalar de algum calmante. Aquilo só podia ser um pesadelo. Coisas que não faziam
o menor sentido só existiam no mundo dos sonhos. E aquele era um sonho sem pé nem
cabeça. Demoraria muito para acordar e enfrentar a sua realidade que era administrar
aquele imenso conglomerado de lojas que era a menina de seus olhos?
    - Senhora, eu...
    - Chega! Saia! Por favor! Não quero colocar um excelentíssimo senhor doutor juiz de
direito para fora, carregado pelos meus seguranças. Entenda, por favor, senhor. Só quero
que o senhor saia.
    Renato sentiu o sangue correr rápido por suas veias. Era um homem acima de qualquer
descontrole emocional. Jamais saía do sério. Entretanto, aquela mulherzinha de um metro
e sessenta o estava fazendo balançar de tanta ira. Contou internamente até dez. Não
adiantou. Contou outra vez. Será que, pela primeira vez em sua vida encontrara alguém
que o faria perder seu tão estimado auto controle? Se ela o fizesse sair do sério, se
ela o tirasse do caminho que ele traçara para a sua vida. ela iria arrepender-se
amargamente. Ele estava sendo sincero, honesto e bastante claro. Não escondera a razão
pela qual estava ali. Poderia tê-la enganado. Poderia ter usado de outras armas para
conquistá-la e fazer com que ela caísse numa armadilha. Deveria então ter sido
inescrupuloso? Afinal, as mulheres eram pessoas cheias de frescuras. Gostavam muito de
coisas superficiais como romances e rosas. Ele, por outro lado, não acreditava em nenhum
tipo de sentimentalismo. Não acreditava em coisas como amor, paixão e essas bobagens que
os meios de comunicação usavam para ganhar dinheiro em determinadas épocas do ano como o
Natal, dias das mães, dia dos namorados, dias dos pais, páscoa. Sentimentalismos baratos
que acabavam saindo caro! Puro golpe para arrecadar dinheiro. Ele, ao contrário, não
gostava de subterfúgios. Em sua opinião, tudo deveria ser feito as claras, sem erros,
sem arrependimentos, sem aquelas mentiras meladas que as mulheres tanto gostavam de
ouvir. Preferia a sinceridade. Acreditava na força do dinheiro e do poder. Nunca
perderia o seu precioso e escasso tempo com aquelas ilusões românticas. Tinha que agir
com discrição e objetividade. Não se deixaria levar por besteiras emocionais que só
existiam da boca para fora. O que realmente existia era o poder, o prestígio, o
respeito através do dinheiro e da  posição social. Ele mesmo não era uma prova disso?
    Era um homem rico. Enriquecera por causa de sua determinação a prova de qualquer
obstáculo, de qualquer barreira. Não podia obstruir as metas que ele traçara para a sua
vida. E Sabrina Meneghel era uma de suas metas. Quem ela pensava que era para opor-se ao
que ele queria? Nada poderia atrapalhar o que ele determinara. Nem mesmo ela!
    - Sei que o senhor é o juiz. Se está pensando em se valer de sua posição para me
intimidar... Esqueça. Não me amedronto com facilidade.
    Disso ele sabia. Não era mulher de ter medo. Era forte e determinada. E não estava
se valendo de sua posição como juiz. Tinha esse cargo por questões de pura justiça. Não
podia consertar o mundo mas podia fazer a sua parte. Na verdade, era rico e não dependia
de seu salário como magistrado para poder sobreviver. Fizera, nos últimos quinze anos,
investimentos certeiros, milimetricamente calculados a fim de que nunca, em hipótese
alguma, ele perdesse dinheiro, por menor que fosse a quantia. Gostava de ganhar e
detestava perder. Não era o tipo de homem de se vangloriar por ter alcançado uma posição
estável que muitos ansiavam em chegar e passavam a vida inteira tentando. Era discreto,
aparentemente tranquilo, sóbrio e um tanto antiquado. Ele chegara e assumira o seu lugar
no mundo. E nada era o suficiente para o tamanho de sua desmedida ambição.
    Sabia que nascera sem estrela. Mas a encontrara. Fora até o inferno para poder
encontrar o seu lugar no mundo dos bem sucedidos, dos endinheirados, daqueles que tinham
sobre suas cabeças, a estrela da vitória. Estrela essa que lhe fora jogada fora no
momento em que viera ao mundo. Não nascera com sorte. A comprara ou, se o termo pudesse
assustar alguma pessoa supersticiosa, ele diria calmamente, caso lhe perguntassem, que a
conquistara através de seu próprio esforço.
    - Por favor, retire-se, senhor... E leve a sua proposta com o senhor.
    Ele a ouvia dizer. Não perderia o controle agora. Afinal, poderia voltar quantas
vezes quisesse ou fosse necessário. Mudara-se para aquela cidade por causa dela. Era
agora o juiz daquela comarca por causa dela. Comprara aquela mansão num condomínio de luxo
por causa dela. Por que perderia o controle só porque ela lhe dissera não ao ouvir sua
proposta pela primeira vez? Sua vida agora era ela. Tudo o que fizera até então o
encaminhara para aquela mulher. Por que se abalaria? Tudo estava a seu favor, não? Desde
quando uma simples recusa o deixaria acreditar que estava derrotado? Ele era Renato
Valente. Estava acostumado a conseguir tudo o que queria, tudo o que planejava
conseguir. E Sabrina Vietri, a loura dos mais belos olhos castanhos que ele já pousara
os seus, seria sua esposa, quisesse ela ou não.
    - Tudo bem. Vou deixá-la. - Disse ele sério.
    - Até que enfim! - Bufou ela impaciente.
    - Mas apenas para que pense com carinho em minha proposta. - Disse com
um sorrisinho irônico, que curvou seus sensuais lábios muito levemente e que atingiu
Sabrina como um raio.
    "Oh, Deus! Um maluco autoconfiante! Um louco cheio de determinação! Que mais eu
poderia querer a essa altura da vida? E que boca é aquela?" Pensou aturdida com o que
parecia ser apenas um aperitivo. Como seria o sorriso daquele homem, se aquela tímida
demonstração de sorriso já fora o suficiente para fazer seu coração ir parar na
garganta?
    Pensando bem era melhor não querer saber. Aquele tipo não devia ser mentalmente
saudável. Devia ser por causa da profissão de juiz, por ter que julgar as pessoas,
mandá-las para a cadeia e depois ter uma crise de consciência se tomara a decisão
correta ou não. Podia condenar um inocente como também podia libertar um frio e cruel
assassino.  E percebeu que sentia pena daquele homem grande.
    Mal Renato saíra, chamou sua assistente.
    - Nunca mais deixe esse louco entrar aqui. - Disse sem rodeios. - Não posso
impedi-lo de circular pela loja mas posso proibi-lo de entrar em meu escritório.
    Olga olhou estupefata para sua chefe.
    - Está louca? Ele é o juiz! Como vou barrar um juiz?
    - Ele é juiz lá no tribunal dele, lá pras negas dele. Aqui ele é um cidadão comum.
Se ele forçar a entrada, chame os seguranças. Não! Pensando bem chame a polícia! Ouviu bem?
    Olga só pode balançar a cabeça afirmativamente. Que policial ia querer prender um
juiz apenas por que ele desejava falar com a dona daquela loja?  Nunca que expulsaria o juiz de onde
quer que  ele estivesse. Não tinha medo de pessoas importantes. Tinha que lidar
com empresários o tempo todo e sabia que, em muitos casos, pessoas importantes podiam
ser extremamente desagradáveis. Sentiam-se os donos do mundo. Eram grosseiros,
arrogantes presunçosos, temperamentais. Na maior parte do tempo, perdiam a paciência
pela mais mínima razão. E ela, por acaso mandava algum deles catar coquinho, passear,
pentear macaco ou coisa parecida? . Não era de cometer tais indelicadezas com ninguém!
Mesmo que acreditasse que o fulano ou fulana merecesse um chute no traseiro!
    - Tem medo dele só por que ele é juiz? - Sabrina perguntou após ver a dúvida no
semblante de sua assistente.
    - Não tenho medo por isso. É que... Eu não saberia explicar.
    - Ao menos, tente.
    - Não gosto de ser indelicada, certo? Serve como explicação?
    Sabrina olhou um bom tempo para Olga. Era uma moça gorducha e baixinha, sem nenhum
atrativo para os homens. E, no entanto, vivia cheia de amigos e pretendentes. Nunca
compreendia onde estava escondido aquele charme que atraía o sexo oposto. Como mulher,
já se perguntara um milhão de vezes o que a levava a ser tão popular com os homens.
Deveria pesar uns cento e dez quilos ou mais e sua altura não passava de um metro e
cinquenta e cinco!
    Seria por causa daquela simpatia ou amabilidade que saltava aos olhos?
    Gostava muito de Olga. Durante anos, haviam frequentado as mesmas escolas, os mesmos
círculos de amizade. No entanto, desde que a mãe de Olga se envolvera com um sem
vergonha, sua vida fora de mal a pior. Seu padrasto roubara sua mãe e fugira com outra.
Sua mãe, infeliz com a traição, se suicidara e Olga ficara sem eira e nem beira. Sabrina
a empregara. Eram amigas. E a moça agora estava conseguindo levantar a cabeça e olhar
para seus ex amigos ricos que haviam lhe virado as costas. Não quisera a piedade de
ninguém. Entretanto Sabrina lhe devolvera a dignidade.
    - Ah! Deixe pra lá! Não quero saber. - Disse irritada consigo mesma.
    - É que... - Olga fez uma pausa dramática de propósito. Queria que sua chefe ficasse
curiosa.
    - Fale logo! Sabe que odeio quando você faz isso. O que viu nele com esses seus
olhinhos perspicazes que somente você possui.
    - Ele parece ser uma pessoa extremamente triste. Não percebeu? Viu como os olhos
dele são repletos de amor?
    Somente Olga para ver algo daquela forma.
    - Não! Achei que ele era insuportavelmente presunçoso. - Sabrina sentia toda a
indignação que sentira há pouco voltar a invadir seu íntimo.
    - Talvez isso que você vê como um defeito na personalidade, não passa de uma muralha
para não se deixar invadir.
    - Tem certeza de que está estudando Administração de empresas? Devia tornar-se
psicóloga!
    - Dá para ver... É muito claro. Ele é muito triste.
    - Que coisa mais piegas!
    - Você não tem coração, Sabrina. Ainda bem que eu estou aqui para não deixar você se
esquecer que é humana, que é uma pessoa de carne e osso.
    - Que droga! Tuda essa papagaiada apenas por que lhe disse que não quero que aquele
brutamontes entre em meu escritório outra vez? Não quero e pronto! Está decidido,
entendeu? Se ele voltar aqui, ponha-o para fora, chame os seguranças, a polícia, os
bombeiros, a guarda nacional... Não quero ver aquele doido varrido outra vez! - Estava
irritada até o seu último fio de cabelo. Seu sangue fervia de raiva. - Estúpido!
    - Ele deve tê-la ofendido muito para tratá-lo dessa forma.  - Olga dissera,
procurando remexer na papelada em cima da mesa a fim de não ter que encarar sua chefe.
Percebia que ela estava muito aborrecida e que se continuasse aquela conversa, Sabrina
não se acalmaria tão cedo. O homem grandalhão deveria ter mesmo dito ou feito coisas
terríveis para deixá-la naquele estado. Sabia que sua chefe tinha o pavio curto. Se
continuassem aquela conversa, algumas daquelas brasas poderiam sobrar para ela.
    Sabrina lembrou-se do rosto de Olga quando lhe anunciara a chegada daquele homem há poucos
minutos. Olga lhe parecera muito interessada ao anunciá-lo.
    - Tem um... Tem um deus afro aqui querendo falar com você. - Dissera sua secretária meio
duvidosa. Parecia recear uma negativa de sua chefe para receber o a pessoa que ela
estava anunciando.
    - Ele tem hora marcada? Acho que minha agenda está cheia para hoje. Se tiver, não
vou cancelar nenhum compromisso para atender alguém que se acha tão importante que não
se dignou a marcar um horário.
    - Bem... Ele não marcou um horário... - Olga ainda lhe parecera receosa.
    - Ora Olga,  marque um outro dia para ele então!
    - Ele quer falar com você agora.
    - Ah, é? Ele quer? - Perguntara desdenhosa. E quem ele pensa que é para vir aqui sem
marcar um horário e querer ser recebido na mesma hora? Marque um outro dia para o senhor
arrogante e me deixe em paz! Minha agenda deve estar lotada. Sempre está lotada, não
está?
    - Não  vou poder  marcar outro dia para ele.   Além do mais, você só
terá uma reunião as duas da tarde. Não tem nada para essa manhã, esqueceu? Você ia sair
com Alana.
    Sabrina lembrou-se de que desmarcara todos os seus compromissos para passar a manhã
com a filha, que não teria aulas naquele dia. Porém, sua irmã Carine e  Gabriel
haviam pedido que deixassem que Alana passasse o dia com Bia, a prima. Iam dar um
passeio de helicóptero, coisa que as duas meninas adoravam.
    Na verdade, Carine e Gabriel ainda não se haviam casado legalmente. Mas logo, logo o
fariam. apenas esperavam que a papelada da anulação do casamento de Carine com o doutor
César Romero ficasse pronta.
    - Então... Eu poderia aproveitar e ter essa manhã só para mim, já que não há outro
compromisso.
    - Tem esse do qual acabei de falar...
    - Que droga, Olga! Não quero atender o seu maldito deus afro agora! Marque um outro
dia para ele.
    - Não vou marcar outro dia! Já lhe disse que você não tem nada agendado agora e...
    Se Olga não fosse sua amiga do peito a demitiria agora. Que insolência! O dia
prometia ser um daqueles no qual não se deveria sair da cama. E, já que seu bom humor
ameaçava escorrer pelo ralo abaixo... E já que Olga também sabia ser irredutível quando
cismava com algo... O melhor a fazer era atender ao indivíduo e ficar em paz o restante
da manhã. Suspirou resignada.
    - Tudo bem, mande-o entrar. - Disse Sabrina bufando de impaciência. Talvez ainda
pudesse salvar um pouco do seu dia.
    - Que alívio! - Olga suspirara.
    Estranhara. Olga, embora fosse a mais pura imagem da simpatia e da solicitude,
 deixaria até o presidente esperando se fosse o caso. Por que não aquele homem em
especial? Pensou por dois segundos.
    - Ah! Ele é o juiz.
    - Juiz? O que um juiz pode querer da loja? Ou... Não tenho a menor idéia do que um
juiz possa querer de mim?
    - Bem, nem eu. - Dissera Olga dando de ombros.
   E, quando ele parou a porta de seu escritório, engoliu em seco. Era alto, quase 1,90m
de altura, seus ombros quase  tomavam conta do umbral de sua porta e tinha uma pele que
se dividia entre a cor dos bombons que adorava comer as escondidas e os caramelos que a
ajudavam a livrar-se das tensões. Era viciada em chocolate e em balas de caramelo. E
aquele homem a sua frente, sem nem mesmo saber porque, lhe lembrara momentaneamente seus
agradáveis vícios. Espantou o pensamento com um leve balançar de cabeça. Vício era algo
negativo. Portanto, nada de bom poderia vir daquele homem. E não viera mesmo! Mas isso
não a impedira de concordar com o que Olga lhe dissera quando anunciara a chegada
daquele homem.
    "Oh, Céus! Era mesmo  um deus afro!" Pensara enquanto tentava recuperar o fôlego. Ele era uma
maravilha de se olhar de tão lindo! Um atentado ao pudor! Alto, de rosto perfeito,
lábios sensuais e olhos castanhos claros, da cor de avelã, idênticos aos olhos de um
leão. Pensara nos rappers que sempre via no telão da lanchonete que era o point dos
jovens que frequentavam a loja que ela administrava! E aquele homem magnífico, belo, sensual,
colírio para os seus olhos, que a encantara tanto ao primeiro olhar, acabara com o seu
dia. Destruíra o seu bom humor.
    - Pode me dar uns minutos de sua tenção, por favor? - Ele dissera com uma voz baixa
e grave. Quase assustadora. Se ele estivesse zangado com alguma coisa, aquela voz
deveria fazer seu oponente tremer nas bases.
    Custara a perceber que o homem falava com ela. O que estava dizendo? Tivera que
fazer um esforço para prestar atenção ao que ele dizia. Perdera todo o seu poder de
concentração. Qual era mesmo o seu nome? Oh! Aquele homem fizera com que esquecesse
quem ela era! Até o momento em que ele fizera aquela declaração. De que adiantava toda
aquela beleza se ao abrir a boca falava um monte de asneira?
    - O que ele queria? - Olga perguntava trazendo-a de volta ao planeta terra.
    Sabrina Meneghel olhou para sua assistente.
    - Encher meu saco! - E pediu que Olga saísse de sua sala.
    Quando se viu sozinha, pensou em sua irmã Joyce. Sempre que sua irmã não estava
trabalhando embarcada, os quatro irmãos se encontravam para baterem papo. Não queriam
que a vida profissional e outras coisas os separassem, os afastassem.Se encontravam uma
vez por semana no chalé de Joyce. Escolheram a casa dela por ela ser a mais arredia de
todos. SE o encontro fosse na casa de Sabrina, Carine ou de Bruno, provavelmente Joyce
arranjaria uma desculpa para não comparecer.
    Num daqueles encontros, Joyce colocara, de brincadeira, o tarô para os seus irmãos.
Ela dissera, quando protestaram, que era apenas uma brincadeirinha, que não era boa
naquilo, que só queria ter alguém para fazer a experiência.
    Como seus irmão sabiam que ela não tinha amigos, resolveram deixar que ela colocasse
as cartas para eles. Além disso, sabiam que ela entendia bastante do assunto, e, por
muitas vezes, os assustava por ser tão precisa em suas previsões. Entretanto, nem todo
mundo gostaria de saber alguma coisa sobre o seu destino. O futuro poderia ser
assustador, sombrio, até mesmo trágico ou tenebroso.
    Mas era Joyce. E eles fariam qualquer coisa para deixar claro para ela que a amavam.
    E, no final, acertara em cheio quando dissera a Carine que seu anjo loiro estava
voltando para a cidade e para ficar. Previra o casamento dos dois. E não dera outra.
Gabriel e Carineapenas aguardavam a anulação do casamento de Carine para que pudessem se
casar. Estavam felizes e mais apaixonados que nunca.
    Para Bruno, Joyce dissera que em breve sua situação amorosa iria se desenrolar. E
desenrolara mesmo! Quem diria que aquele relacionamento, tão escondido de todos ia ser
de conhecimento público. César assumira o compromisso e agora todos tinham conhecimento
daquela união. Agora sim, viviam uma relação verdadeira!
    E, para ela, Joyce falara do homem da justiça, que a levaria a tomar algumas
decisões difíceis.
    Seria aquele homem o tal de quem Joyce falara? Não. Não ia ficar pensando numa coisa
daquelas. Era um absurdo! Não acreditava naquelas loucuras que Joyce vivia a dizer.
Como sua própria irmã esotérica dizia, ela era uma sagitariana com ascendente em Virgem.
E o signo de Virgem fazia com que ela mantivesse os pés no chão, presos a realidade.
    "O que estou pensando, afinal?" Riu de si mesma. Não gostava dos assuntos
transcendentais da irmã e agora estava ali, dando asas a sua imaginação.
    E o que mais poderia fazer? Sua irmã acertara com seus outros irmãos, não acertara?
E se Joyce estivesse certa. Realmente, aquele homem parecia mesmo um deus afro. Era
lindo e emanava poder e sensualidade.  Na mitologia afro ele seria um filho de Xangô, o deus da justiça.
E ele era um juiz, não era?
    Sacudiu novamente a cabeça. Por que aquele infeliz não saía de seus pensamentos?
Pegou a bolsa e saiu de seu escritório. Passeou um pouco olhando as vitrines de suas
lojas e acabou ficando ainda mais irritada.  Precisava espairecer um pouco. Sua cabeça estava cheia
demais. Atravessou a estrada e foi caminhar pela praia. Precisou tirar as sandálias de salto alto enquanto
andava. De repente, parou. Ele estava a sua frente. Alto e imponente, com o terno cinza
escuro e sua gravata vermelha de pura seda. Era muito esquisito ver um homem de terno
andando na praia.
    Renato olhava o mar, pensativo. Por que ela não compreendera o seu pedido? Era mesmo
absurdo?
    - Não acredito que o senhor está aqui? Está me seguindo?
    Renato Valente voltou-se, um tanto assustado. Estava pensando nela e ela se
materializara a sua frente.
    - Nem a vi aproximar-se. Além disso, estou aqui desde que saí de seu escritório. Se
alguém estiver seguindo alguém...
    Sabrina olhou-o nos olhos. Isso era um erro. Aqueles olhos de leão não eram um bom
lugar para pousar seu nervoso olhar. Desviou, a contragosto, seus olhos um pouco mais
para baixo. Parou na boca carnuda. Reparou que o lábio inferior de Renato era mais cheio
que o superior e tinha uma dobrinha desesperadamente sensual. Poderia morder aquela boca
até que ele a implorasse que parasse. Gemeu baixinho.
    - Algo errado? Ele perguntou preocupado. Ela parecia muito transtornada e ele achou
que era por causa do que ocorrera em seu escritório.
    Sabrina usou todas as forças para desviar sua visão daquela boca tentadora. Agradeceu
momentaneamente aos céus quando o viu tirar o paletó e segurá-lo por cima de um dos
ombros.
    Foi pior. O movimento dos braços dele fez com que seus olhos observassem a
musculatura  dos braços e dos largos ombros por baixo da camisa branca.
    - Assim não dá! - Deixara escapar baixinho. - O homem é pura tentação!
    - O que disse? - Ele perguntou intrigado. O que estava acontecendo com ela, afinal?
    Renato viu quando ela passou a língua pelo lábio superior. Era um gesto casual, mas,
naquele momento pareceu-lhe que ela tinha pensamentos um tanto libidinosos a respeito
dele. Aquela idéia mexeu com uma parte dele que estava em total repouso até aquele
momento e que ele gostaria que continuasse assim. Olhou para o mar, para algumas
embarcações ao longe, para as pessoas que estavam na praia. Tinha que pensar em qualquer
coisa que mantivesse seus pensamentos em lugares e coisas que não o fizessem sentir-se
obsceno. Afinal, ela era a viúva de seu irmão.
    - Ainda está muito aborrecida comigo? - Ele perguntou de modo gentil. Tudo bem que
não era um apreciador de palavras, de conversa fiada, de papo furado. Mas precisaria
abrir uma exceção para aquela mulher. Teria que colocar sua habitual preguiça em abrir a
boca de lado e contar para ela as razões que o haviam encaminhado até ela. Afinal, ele
era um homem objetivo. Por que então perdia o fio da meada quando estava diante daquela
mulher?
    - Sei lá! O senhor entrou em meu escritório e disse que iria se casar comigo, que
tinha um dever a cumprir. Como gostaria que eu me sentisse. Nunca o tinha visto. Nunca
soube de sua existência. Como o senhor se sentiria se alguém entrasse em seu gabinete e
lhe disse que iria se casar com o senhor, que isso era um dever do qual o senhor não
podia se esquivar?
    - Eu fui um tanto afoito. Desculpe-me. Esse não é um de meus defeitos. Mas... - Como
confessar para ela que ao vê-la ficara extasiado com a beleza dela? Tanto que perdera o
rumo. Depois, por mais que tentasse se explicar, não conseguira encontrar as palavras
certas. Logo ele! Logo ele que nunca se intimidava com coisa alguma!
    - Mas? - Por que ela ainda conversava com ele? Deveria ir embora. Não queria saber
mesmo o porque daquele idiota irromper em seu escritório dizendo que os dois iam se
casar. Quer coisa mais sem pé nem cabeça que aquela?
    - Eu... Sei que não lhe disse a causa para que eu lhe fizesse um pedido tão ...
Estranho, mas...
    - Estranho? Está sendo muito gentil em suas palavras. Estranho é pouco para
descrever seu pedido. Aliás, não foi um pedido, foi uma sentença!
    - Vamos voltar a sua loja para podermos continuar a nossa conversa? - Ele perguntou
esperançoso. Voltaria as pautas de negociação. Aquilo era bom demais.
    - Não em meu escritório. Vamos ao restaurante. Já está quase na hora do almoço.
Preciso comer.
    - Então, permita-me convidá-la. - Ele sorriu e ofereceu seu braço pra ela. Sabrina o
olhou desconfiada por alguns segundos. Por fim, deu um sorriso meio fraco que vacilava
entre o desconforto e a aceitação da derrota e acabou entrelaçando sua mão no braço de Renato
Valente.
    Enquanto caminhavam pela areia em direção a loja, Sabrina acreditava que não ia
conseguir chegar até lá. O que aquele homem fazia com os seus sentidos não era normal.
Renato conseguia bagunçar todo o seu metabolismo. Parecia que seu coração, muito
acelerado por sinal, batucava no lugar errado. Seu olfato estava sendo tão atrapalhado
pelo cheiro da colônia dele que ela conseguia até sentir o gosto dele em seu nariz e o
cheiro dele em sua boca. Tudo dentro dela estava no lugar errado. E ela nem sabia
o porque. A grave e pausada voz de Renato tomava conta de  sua visão. E, ele, todo ele,
acabara de invadir sua audição, seu tato, seu paladar... Todo o seu corpo parecia
estranho. Poderia jurar que seu coração pulsava num lugar íntimo... Muito íntimo.
Por seu corpo alternavam-se ondas de imenso calor que ameaçavam incendiá-la e, desesperantes
arrepios que congelavam sua alma. Estava ficando doente. Só podia ser isso!
    Ela abrira uma brecha E ainda por cima, iam almoçar juntos! O que mais Renato poderia
querer? Há pouquíssimos minutos temia ter posto tudo a perder. Aquilo só podia ser coisa
do destino. Realmente, deveria estar escrito em algum lugar que eles acabariam se
casando.
    - Por que me pediu, assim do nada, para que nos casássemos? - Ela perguntou enquanto
levava sua taça de vinho a boca.
    - Eu prometi a mim mesmo.
    - Como? Como prometeu a si mesmo casar-se com uma pessoa a quem nunca tinha visto?
Isso não faz o menor sentido.
    - Sei disso. Por isso você ficou tão exasperada. Acredite. Não era a minha intenção.
É que as coisas estavam tão elaboradas em minha mente que eu, nem sequer de longe,
poderia imaginar o quanto seria difícil para outra pessoa compreender sobre o que eu
estava falando.
    - Mesmo por que não se propõe a uma mulher que se case com alguém por dever. E eu
nem mesmo sei que raio de dever é esse!
    Renato pousou seus talheres no prato. Já não estava com muito apetite. Nos últimos
dez minutos só pensava em como convenceria aquela mulher de cabelos loiros para se casar
com ele. Parecera tão fácil quando planejara aquela entrevista.
    - Sua recusa tem algo a ver com  a cor da minha pele? - Ele perguntou deixando claro
para ela os pontinhos dourados de seus olhos castanhos. Estavam próximos. Muito próximos.
E aquilo não era nada bom. Sentia o coração aos pulos. Todo o seu corpo pulsava.
    Por uns instantes ela se perdeu naqueles pontinhos. Eram gotas de ouro, salpicadas
por gotas da mais brilhante   esmeralda. Que olhos mais lindos! Deveria ter-se sentado
numa outra cadeira de onde não pudesse ver aqueles olhos tão belos! Por que os
restaurantes tinham que ter cadeiras voltadas umas para as outras? Não ocorrera a
ninguém que nem sempre se quer olhar para o rosto da pessoa com a qual estamos
almoçando? Deveria ter-se sentado de costas para ele. Assim não sentiria a infeliz
necessidade de mergulhar naqueles olhos!
    "Droga!" Pensou irritada. "Ele é gato demais!"Oh, Céus! O que está acontecendo
comigo? Essas coisas não acontecem na vida real! Duvido que uma mulher normal sente o corpo
latejar de desejo como estou sentindo agora! Oh, céus! Quero ir para a cama com ele! E nem mesmo sei
quem ele é! O que ele perguntara mesmo?"
    - Claro que não! - Respondeu sentindo o coração na garganta. Estava horrorizada com
o que o seu corpo estava fazendo. Enquanto tentava racionalizar, pensar com clareza, seu
corpo ardia de desejo por aquele belo homem a quem ela considerava um maluco de
carteirinha. Seu mundo, sempre tão bem estruturado, estava despencando aos seus pés.
Não! Não aos seus pés, mas bem embaixo de seus pés. Não conseguia mais por os pés na
realidade. Estava perdida!
    Ele a considerou em silêncio por alguns instantes. Sabrina achou que se passara um
século até que ele assentisse com um quase imperceptível sinal de cabeça. Pareceu-lhe
que ele tentava ler a mente dela, se realmente a cor da pele dele não influíra na
negativa dela. Como ela poderia pensar em cor de pele quando o homem que estava a sua
frente era a imagem da perfeição, todo lindo de rosto e corpo, todo maravilhoso, todo
sensual, todo deliciosamente tentador? Que mulher pensaria em cor de pele quando o homem
a quem desejava destruía todos os seus sentidos, todo o seu bom senso e todo e qualquer
pensamento racional? Naquele momento, a cor da pele era o que menos invadia seus
pensamentos. Bem, na verdade, até que invadia sim. Aquela cor era a do pecado! Era a cor
do desejo! "Que homem mais gostoso era aquele?"
    - Então, o que a fez recusar o meu pedido?
    Ela o olhou espantada. Voltara ao seu mundo.. Ele realmente era louco por fazer uma
pergunta tão ridícula, tão idiota, tão sem propósito quanto aquela.
    - Sério? Você está falando sério? Eu não acredito nisso! Com toda a certeza, você
matou o juiz verdadeiro e abduziu o corpo dele. Ou então, fugiu de um manicômio!


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                                                Um homem da Terra - Série Os quatro elementos 2



                                      
                      
                            

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