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domingo, 17 de julho de 2011

Série Os Sheikes no Rio 3 - Uma Promessa para Toda a Vida


Surpreendendo a todos que a conheciam, a egoísta Jamile não ficara satisfeita ao descobrir que seus pais eram os ricos soberanos de um país árabe. Depois de passar
Sheik Majid - Príncipe de Dubai
todos os anos de sua vida dedicando-se a satisfazer seus desejos sem se importar com os problemas alheios, curtindo as maravilhas que o Rio de Janeiro poderia lhe
proporcionar, agora teria que assumir o lugar de princesa que lhe fora roubado vinte e cinco anos antes, quando fora raptada junto com seus irmãos. Como se não bastasse,
ainda se apaixonara por um sheik árabe, fervoroso em sua fé e conservador em seus costumes. Exatamente o oposto dela!

 Um Sheik no Rio 3 - Uma promessa para toda a vida   
        Ela desceu as escadas do palácio feliz e sorridente, sabendo que estava cometendo algum tipo de traquinagem, ou ainda, que pudesse estar sendo só um pouquinho
pérfida e vingativa contra seus pais.
        Usava um biquini vermelho vivo, com a parte de cima cobrindo apenas as auréolas de seus seios e a de baixo, contava somente com um tecido tão pequeno que
quase nem se via a cor, com a forma de triângulo, e que mal lhe tapava os pelos pubianos, devidamente depilados, que imitava o bigodinho do Hitler.
        A maior coisa que trazia consigo era um imenso chapéu de palha, já que a saída de praia, que prazia consigo, permanecia dobrada, quase escondida em sua pequena
e delicada mão.
        O palácio estava recebendo a visita de alguns amigos do rei Abdul Qadir e Jamile sabia que as mulheres daquele país nunca se apresentavam diante de um homem,
usando aquele tipo de indumentária.
        Mas o maior desejo que Jamile curtia em sua turbulenta vida, era o de chocar as pessoas. Sempre gostara de deixar a todos sem graça, mas em Althea, isso
parecia lhe proporcionar um prazer inenarrável. Vestira seu biquini fio dental e descera as escadas do palácio, calmamente, como se estivesse passeando pela Avenida
Atlântica, em Copacabana.
        Mal a viram, as criadas que arrumavam qualquer coisa em seu caminho, debandaram em polvorosa, gritando, se arranhando, se rasgando como se tivessem visto
o próprio demônio. Até ela mesma ficara chocada com a reação dos criados. Mas não as levara em consideração. Eram pessoas muito simples e antiquadas para poder deter
as maldosas intenções de Jamile. Mas preocupou-se um pouco quando um dos homens a viu e se jogou no chão como a desejar a morte.
        Mas tal atitude não a fez parar e pensar que se encaminhava para um desastre. Sacudiu os próprios ombros como se desdenhasse de todos aqueles criados de
mente arcaica e continuou o seu caminho, rumo ao salão,. onde ela sabia que apenas os homens estavam reunidos.
        Todos estavam lá para dar boas vindas ao príncipe Rafiq que acabara de retornar do Brasil, onde trouxera em sua bagagem sua noiva Danielle, que ele fora
buscar em Campinas, no Estado de São Paulo e a ela, a sua irmã caçula.
        Logo de cara se decepcionara pois não podiam ficar no mesmo ambiente que os homens. As leis islâmicas proibiam qualquer contato entre os diferentes sexos,
antes do casamento. E, mesmo depois de casada, quando a casa recebia tantos visitantes do sexo masculino que não faziam parte do seio familiar, eles e elas tinham
que ficar separados. Era a lei. E todo muçulmano obedecia a alei! Meninos de um lado e meninas do outro.
        Sendo assim, ela teria que ficar com um monte de mulheres. E eram muito chatas, um bando de mulheres que jamais deveriam ter sentido um prazer na vida, com
aquelas roupas compridas, com aqueles véus ridículos, num calor de mais de quarenta graus a sombra!
        "Bando de frígidas!"
        Ficara por ali, ouvindo um monte de asneiras, enquanto ela e Danielle eram recebidas por aquelas mal amadas.
        Qual era a graça de ficar num ambiente onde as mulheres não tinham homens por perto para poderem jogar seu charme e ver até onde um carinha era capaz de
ir em seu desejo de levar uma garota para sua cama?
        E o pior era saber que não tinha nenhuma bebida alcoólica por perto. As leis islâmicas proibiam o consumo de álcool, e, obviamente, os muçulmanos acatavam
essas leis ao pé da letra. Não eram como os cristãos do ocidente em que um monte de coisas eram proibidas, mas que a maioria nem se preocupava com elas, já que as
leis existiam para serem burladas! Mas isso não importava para Jamile. Ela não se sentia nem cristã e nem muçulmana. No momento, só tinha uma questão para responder
a si mesma. E era crucial!  Como sobreviveria sem homem, sem álcool, sem festas?
        Aquilo não era justo! Só havia um pouquinho de diversão nos hotéis apinhados de estrangeiros!
        Já se arrependera de ter vindo para aquele lugar. Mas... Não havia mais ninguém no Rio de Janeiro  que pudesse ter o nome de família e lhe dar um pouco de
segurança. Tinha que tentar se adaptar, tentar engolir aquele pai e aquela mãe que o destino lhe impusera de uma forma tão desagradável.
        Que lhe importava que eram ricos? Que lhe importava que aquele casal eram os reis daquele país que transbordava prosperidade atraindo milhares de pessoas
do mundo inteiro tanto para trabalhar como para curtir as maravilhas que seu pai criara? Ela, na verdade, não os queria. Queria voltar para a sua vidinha de festas
e bebedeiras que se habituara a viver, no Rio de Janeiro, a cidade onde sempre acreditara ser a sua terra natal.
        Tentando se esquivar daquela conversa chata com aquelas mulheres mais chatas ainda, viu, da janela do amplo salão onde estavam, uma piscina imensa, fresca,
maravilhosa, maior que o Maracanã e convidativa. Mmmmuuuuuuuiiiiiiitttttttooooooconvidativa!
        Não pensou duas vezes. Ia se refestelar naquelas águas deliciosas e só sairia dali quando virasse um maracujá enrugado por permanecer tempo demais mergulhada
até o pescoço dentro daquela fabulosa piscina .
        Educadamente pediu licença, subiu aos seus suntuosos aposentos, tirou a comportada roupa, uma saia que lhe cobria o corpo inteiro até os pés, inclusive os
braços e que seu irmão a obrigara a usar e vestiu seu minúsculo biquinizinho.
        Seu irmão dissera que, dentro de casa, ela não precisaria usar roupas tão sóbrias e comportadas. Então, por mais que os árabes não gostassem que as mulheres
aproveitassem aquelas praias maravilhosas usando um ousado maiô, não deveria haver nenhum problema em usar um na piscina de sua casa. Ali não seria o seu lar de
agora em diante? E qual a diferença entre um maiô comportado e um fio dental do tamanho de um bandaid e que só tampava um único fio pubiano?
        Assim, não se importara muito. Sabia que alguns deles ficaria de boca aberta ao ver o tamanho de seu biquini, que a mulher que deveria chamar de mãe não
o aprovaria e que o rei, com toda a certeza, ficaria muito aborrecido. O que fazer? Os pais e os mais velhos eram assim mesmo! Bastante caretas e extremamente conservadores!
Se o rei enfartasse, seu irmão Rafiq já estava preparado para assumir o lugar dele.
        Mas ela ficara um tanto irritada por que vira um homem lindo, moreno e de olhos profundamente azuis perdido entre  todos aqueles homens de túnica branca
e quisera ficar por ali a fim de paquerá-lo e seu irmão Rafiq e a idiota da sua irmã Jalilah não deixaram. E ela nem ficara sabendo quem era o gato pois lhe disseram
que era comprometido e coisa e tal.
        "Um árabe moreno de olhos azuis! Que delícia de homem! Pena que também usasse vestido!" E ela nem podia paquerá-lo!
        Ora essa! Ali um homem não podia fazer sexo se tivesse vontade? E qual era o problema dele ser comprometido? Ela não queria exclusividade! Só queria dar
uma experimentadinha nele. Parecia ser uma delícia de homem! Queria prová-lo! Queria muito prová-lo! Além do mais, naquele país do fim do mundo, os homens não tinham
mais de uma esposa? Então, poderia ter uma aventura de uma noite, não? E a julgar pela aura de virilidade que cercava o gostoso, passar uma noite com ele deveria
ser um escândalo!
        Então, agora tinha duas razões para se apresentar no salão repleto de homens usando o seu biquinizinho. Além de chocar aquelas mulheres ultrapassadas, que
se cobriam até a alma, queria também fazer propaganda do que havia debaixo daquelas roupas horrorosas que seu irmão a obrigara a usar. Aquele morenão lindo de olhos
brilhantes tinha que saber o que ela tinha a lhe oferecer.
        Era claro que conhecia as leis islâmicas! Afinal, Zuleica, sua mãe adotiva jamais a deixara esquecer-se daquela coisa toda na qual ela jamais prestava atenção
quando Zuleica começava a falar. Mas sabia que as mulheres dos países árabes tinham uma forma diferente de se comportar. Mas ela, embora fosse árabe, estava mais
para carioca que outra coisa. E, mesmo que fosse proibido andar de biquini pelas ruas ou praias, ela estava no palácio do rei. E era sua filha! Iam fingir que nem
ligavam que ela estava de biquini. Afinal, deviam temer a fúria do rei, não?
        Dessa forma, adentrou pelo salão repleto de homens e quase implorou aos céus que o chão se abrisse e ela pudesse se esconder ali.
        E, quando os Sheiks, que estavam em um dos salões sendo recepcionados pelo rei, a viram, engasgaram-se, todos ao mesmo tempo, provocando um coro de tossidas,
falta de ar, assombro e, em alguns casos mais extremos, pessoas se jogando ao chão num ato de puro desespero.
        O que havia com aqueles homens? Não gostavam de mulher? Que decepção! Sempre acreditara que o homem árabe era o mais sexy e o mais másculo entre todos os
seres de sua espécie! Enganara-se?
        Jamile ainda se lembrava do momento em que   descera do luxuoso jatinho particular de seu irmão Rafiq, naquele país que há oito meses ela se negava a aceitar
como seu. Não queria viver ali e nem queria acreditar que fora golpeada por aquela dura realidade de que Zuleica e Farid Haddad não eram seus verdadeiros pais.
        Ficara chocada! Aquilo lhe parecera uma traição, uma ofensa dos deuses.
        O que lhe importava saber que era uma princesa? Não gostava de mudanças em sua vida e nem entendia como as amigas poderiam lhe dizer o quanto era sortuda.
Afinal, não era todo mundo que dormia plebeia e acordava princesa, não era mesmo? Mas aquilo, a irritara sobremaneira. Tudo bem que sempre fora egoísta, que se sentia
o centro do universo, mas aquela notícia lhe tirara o chão de debaixo de seus pés.
        Muitos estranharam. O que esperavam dela era muita festa por saber o quanto era rica. Afinal, de uma hora para a outra transformara-se numa rica herdeira,
com o mundo a seus pés.
        Obviamente, aproveitara o máximo de atenção que a imprensa lhe dera. Era Jamile Haddad, viciada em atenção! Aquela propaganda toda, aquelas pessoas que quase
lhe estendiam um tapete vermelho, a mesa no restaurante sempre a sua disposição, sua butique recebendo milhares de compradoras ávidas por conhecer uma princesa de
verdade, convites para festas e mais festas e que ainda lhe ofereciam dinheiro para que comparecesse a todos os tipos de recepção... Tudo era primorosamente fantástico!
        Mas no fundo, preferia as coisas como eram antes! Preferia continuar filha da louca Zuleica e do tonto Farid. Era o mundo que ela conhecia. Não gostava de
mudanças de espécie alguma. Queria a segurança que tinha antes
        Infelizmente, mal entrara naquele palácio suntuoso, que todos diziam ser a casa de seus novos pais, ela errara feio. E nem percebera que cometera um erro
tão gigantesco. Como faria para consertar aquela bobagem de aparecer de biquini minúsculo, no salão onde apenas estavam os homens?
        "Oh, Deus! Que droga eu aprontei agora?"
        Ainda podia se lembrar do dia em que estava calmamente sentada na sala do apartamento de seu irmão no Leme e aquela mulatinha entrara apartamento adentro
trazendo aquele casal estranho de terroristas árabes. E os dois se apresentaram como rei Abdul Qadir e rainha Laila.
        E, com a maior cara de pau foram logo anunciando que eram seus verdadeiros pais, que ela, Rafiq, Jalilah e um tal de Sharif,  seus três irmãos, haviam sido
raptados do palácio real há vinte e cinco anos!     Tinha cabimento tanta pasmaceira?
        Deveria ter pois eles ficaram lá falando e falando e falando até que sua irmã Jalilah chorou de prazer e alegria, já que todos os seus sonhos, ou quase todos,
haviam se realizado. Acabara de descobrir que Zuleica Haddad não era a sua mãe de verdade. E Jamile nem saberia dizer o que alegrara mais a irmã. Se era descobrir
que tinha uma outra mãe, que além de linda era uma rainha, ou se era saber que não era filha da malvada e doentia Zuleica.
        Seu irmão Rafiq não chorou. Era muito macho e homem que é macho de verdade não chora, mas ficara bastante tentado. Também... Não era todos os dias que alguém
ficava sabendo que era um príncipe e que em breve seria coroado o rei de um riquíssimo país, cheio até a boca de petróleo e de construções luxuosas.
        E ela? Bem, não chorara. Mas se pudesse choraria de raiva. Porém, nem se lembrava se chegou a chorar ou não.
        A verdade era que seu mundo desabara. Enquanto Jalilah sempre sonhara que sua mãe dormiria uma megera e acordaria uma mãe de verdade, Jamile não se preocupava
com isso. Dormia sempre tão bêbada que não se lembrava, já há muito tempo do que era sonhar. E, quando acordava, estava numa ressaca tão imensa que não se dignava
a pensar. Sempre tinha que correr até a sua loja, onde vendia roupas de grifes famosas, e precisava esforçar-se para vender bastante e ganhar mais dinheiro para
torrar em suas noitadas de festas e bebedeiras.
        Rafiq não entendia por que ela não saía de casa e ia morar sozinha. Mas por que faria isso? Sua mãe não conseguia fazer com ela o mesmo que a tonta de sua
irmã permitia que Zuleica fizesse.
        Aprendera, desde cedo, a fazer beicinho para o pai, a agradá-lo, a colocá-lo em seu bolso. Assim, sempre que, por alguma distração de sua parte, a mãe a
encontrava por engano, ela corria, chorosa, para os braços de Farid e ele, agradecido por aquela demonstração de afeto e confiança da filha, corria para livrá-la
das perniciosas garras de sua malvada mãe.
        E isso Jamile aprendera desde cedo. A enganar os homens. E adorava fazer isso. Era muito bom ter um monte de idiotas caindo aos seus pés. Essas coisas sempre
faziam bem ao ego de uma mulher. Qual garota não gostava de saber que onde ela entrava todas as cabeças masculinas se viravam para admirá-la e as femininas para
se morderem de inveja? Se alguma mulher dissesse que não, provavelmente algo de errado havia com ela! Ou então era uma dessas sonsas metidas a pudicas e recatadas.
Ou feia demais e se sentiria um verme se as pessoas olhassem para ela. De qualquer forma, algo havia de errado com uma mulher que dissesse que não gostava de ser
admirada e de se sentir a mais gostosa do pedaço. Ela, pelo menos, não tinha nenhum problema com relação a isso.
        Era só fazer-se de bobinha. Sempre achara que os homens adoravam mulheres bobinhas e indefesas, que sempre queriam correr para eles e mostrar aos babacas
o quanto eles eram fortes, espertos, capazes, o mais inteligente dos homens!
        E no sexo? Era só deixar claro que ele fora a melhor coisa que já lhe acontecera na vida, que nenhum outro se compararia a ele... E nenhum outro era tão
bem dotado...
        - Hã? O que? É pequenininho? Ah, não! É o maior e mais gostoso que eu já tive o prazer de experimentar. Você é um garanhão! O que? Ah, não! Aquilo é coisa
de filme pornô. Na verdade, é truque de câmera. Na vida real nenhum homem tem algo tão grande. Acredite em mim. Sei o que estou dizendo. Além do mais, mesmo que
fosse verdade aquilo que os filmes pornôs mostram, o que interessa mesmo é o desempenho e o prazer que ele proporciona. - Era o que ela sempre dizia aos seus inumeráveis
parceiros. E todos eles a amavam.
        E assim, Jamile ia levando a sua vida. Não é que amasse aos pais adotivos. Não os amava. Aliás, duvidava que em seu coração pudesse caber alguém além de
Rafiq, Jalilah e seu sobrinho João Gabriel. E, para ela, isso era mais que suficiente. Só não gostava que as coisas mudassem de lugar. Sabia lidar com pessoas estáticas,
que sempre eram do mesmo jeito.
        Sua mãe, por exemplo, sempre fora louca. E, como Jalilah era uma boca aberta, Zuleica deitava e rolava. Entretanto, sua mãe sabia que ela era diferente.
Jamile não pensava duas vezes em colocar seu pai contra a sua mãe. Era a lei da sobrevivência. Ganhava quem fosse a mais esperta. E, nesse sentido, aquela muçulmana
maluca não era páreo para ela. Sabia como lidar com a mãe e com o pai. Farid era um velho bobo que ficava entusiasmado quando sua filha caçula lhe agradava. E Jamile
sabia que ele tinha um carinho especial por ela. Quando ela e seus irmãos foram para a casa de Zuleica, ela ainda era um bebê. E fora ele quem lhe ensinara a andar
e a falar suas primeiras palavrinhas.
        E, quando Zuleica um dia quisera lhe bater, ele a abraçara, evitando que a mulher a agredisse. Pronto! A partir daí, Zuleica estava acabada se quisesse confrontá-la.
Por sorte, sua mãe era daquelas que achavam que a palavra do marido era lei. E o obedecia. Assim, quando Farid dissera que ela não tinha que maltratar a menina Jamile,
Zuleica acatara a sua decisão. Como seu pai nada dissera com relação a irmã, a mãe continuou a torturar Jalilah, até que a boboca se casou com o homem mais lindo
que Jamile jamais vira e se mudara para São Paulo.
        Gostava dos irmãos. Mesmo sabendo que seu irmão era o cara mais mulherengo que o mundo´´já pusera seus olhos, ele não era muito previsível, a não ser a mania
doentia por segurança. E Jalilah... Ah! Sua irmã Jalilah era tão meiga, tão doce que não valia a pena atormentá-la.
        Agora sabia que havia um outro irmão. Sharif. Todos se lamentavam por sua perda. Jamile não. Nem o conhecera! Como iria chorar por alguém que ela nem sabia
quem era!
        Mas ficara muito aborrecida quando seu irmão, sua irmã e seu sobrinho voaram para aquele país esquisito e a abandonaram sozinha, em pleno Rio de Janeiro.
        Tudo bem que ela batera o pé para não ir com eles. Aquela mulher que se dizia sua mãe implorara. Até chorara. Mas como ela poderia abandonar a sua cidadezinha
maravilhosa, cheia de mares azuis, com aquelas praias lindíssimas, com todos os seus amigos, as suas boates e bares, para se enterrar num país islâmico onde as mulheres
não tinham direito algum, onde os homens mandavam e as mulheres obedeciam, onde ela jamais poderia usar seus shortinhos jeans com mini blusas, mini saias, maquiagem
pesada, ir a praia ou a piscina de fio dental, encher a cara até altas horas da madrugada, chegar em casa pelas manhãs, trêbada... Ufa! Era pedir demais para uma
garota de vinte e seis anos!
        Batera o pé, fincara seus desejos no chão, empacara e acabara ganhando aquela batalha. Na verdade, não ganhara. Ganharia se os irmãos tivessem ficado. Mas
os bobos se foram, iludidos por uma promessa de riquezas ou, como os conhecia bem, eles estavam realmente encantados com o fato de terem verdadeiros pais . Tanto
Jalilah quanto Rafiq sempre tiveram um pé atrás com seus pais. Mesmo por que, Zuleica e Farid pareciam tudo, menos pais de verdade. Mas Jamile ainda dava um desconto.
Eles estavam muito velhos e nunca almejaram ter filhos. E, de repente, três crianças saídas do nada lhes haviam sido impostas. Tudo bem que ganharam bastante dinheiro
para isso. Seu tio Fadel, irmão de sua mãe Zuleica, pagara para que o casal tomasse conta deles. Mas isso todos só ficaram sabendo agora. Assim como a historinha

do rapto dos irmãos, e que Rafiq, que tinha cinco anos na época, havia perdido a memória, o que impossibilitara que eles pudessem dizer quem eram, que haviam sido
raptados, que havia um outro menino que estava desaparecido e que todos eles eram filhos do rei de Althea.
        Nem mesmo a diferença entre os idiomas pudera ajudar. Embora as crianças fossem árabes, sua mãe, a rainha Laila, ensinava aos filhos a falar português, já
que ela, embora filha de pai libanês, tivera uma mãe carioca, e nascera em Madureira, bairro onde fora criada, juntamente com sua irmã, a agora princesa Keila. E
fora no Rio que Abdul Qadir ainda príncipe, conhecera Laila, a sua mãe, casara-se com ela e a levara para ser a rainha de Althea. Dessa forma, quando se dirigiram
ao garotinho raptado em português, ele não encontrara nenhuma dificuldade em se expressar naquele idioma pois o conhecia bem.
        Até que os relatos a deixaram um pouco comovida. Mas ela não ia se preocupar com isso. Não ia sofrer por algo que acontecera há tanto tempo! E se negava
a fazer parte daquela história cheia de detalhes que lhe embrulhavam o estômago. Tudo era uma xaropada só. Ia ficar em seu canto, de preferência, no apartamento
de Rafiq, no Leme e que todos os demais fossem para o inferno!
        Mas a solidão acabara caindo sobre ela. Sentia a falta dos irmãos. Por mais que fosse insensível, por mais que todos a julgassem a criatura mais egoísta
do mundo, sentia saudades. Nunca haviam se separado por tanto tempo.
        Por uns tempos, perambulou por São Paulo e por Campinas, onde Danielle, que fora babá de seu sobrinho João Gabriel por um curtíssimo espaço de tempo, mas
com quem acabara fazendo amizade, morava.
        Mas até isso lhe fora negado pelo destino. Depois de ficar tão perdida a ponto de nem mais achar graça nos amigos, nas bebedeiras, nas noitadas, estava pronta
para admitir sua derrota. Não queria mais morar no Rio de Janeiro, embora acreditasse que nenhum lugar do mundo fosse mais bonito que aquele e nem em São Paulo,
onde as noites eram pura diversão e nem em Campinas, onde a única pessoa que poderia considerar como amiga, morava. E, como se não bastasse tanta indefinição, angústia
e solidão, Rafiq, concluíra  que amava Danielle e fora até Campinas com a malévola intenção de levá-la para Althea e se casar com a ex babá de seu filho e um dia,
torná-la rainha, exatamente como o seu recém descoberto pai fizera com sua recém descoberta mãe.
        Dessa forma, sentira-se traída e percebera que, se não fosse para Althea, acompanhando o irmão e a futura cunhada, ficaria sem chão, vagando eternamente
na ponte aérea, sem jamais parar em nenhum dos dois pontos.
        Ou...
        O que lhe restara, então? Morar com a maluca da Zuleica? A velha acabara de enlouquecer de vez com a história de que eles eram filhos do rei de Althea. E
Althea era a terra de sua mãe adotiva. Contudo, Zuleica não gostava daquele rei que levava o país para a modernidade e onde as mulheres agora não mais eram obrigadas
a usar o niqab, não mais se cobriam com a descência que toda mulher muçulmana tinha que ter. As mulheres de Althea agora trabalhavam, estudavam, dirigiam carros...
Para Zuleica, aquilo era um desrespeito total às leis do profeta.
        E Farid, seu pai, que até fora entrevistado por várias emissoras de TV, virara celebridade, saíra de casa e arranjara uma mulata novinha a quem sustentava
com o dinheiro que ganhara para escrever o livro sobre a vida dos princepezinhos. E o que ela poderia esperar de Farid, aquele velho gagá? Não o chantageara desde
pequena por saber das puladas de cerca que ele dava em sua mãe adotiva? Fora o modo que ela encontrara para se livrar das malvadas e doentias investidas agressivas
de Zuleica. Corria para Farid deixando claro que se ele não enfrentasse a fúria de Zuleica para defendê-la, deixaria que ele se defendesse da fúria da obstinada
louca varrida por saber que seu marido mantinha mais de uma amante, embora acreditasse que Zuleica nem se importaria com tal fato pois a velha achava que um homem
podia tudo!
        O livro de Farid Haddad vendera por todo o mundo. As pessoas, realmente queriam saber como era cada uma daquelas crianças.
        Mas Jamile agora sabia que eles não eram seus verdadeiros pais e não queria mais perder tempo com eles. Também faturava em cima daquela história, embora,
em sua opinião, com um pouco mais de classe.
        Todavia, não gostava de viver só. E, quando Danielle resolveu acompanhar o príncipe Rafiq para Althea, ela se acomodou no avião real e acabou desembarcando
naquela porcaria de país junto com eles.
        Logo de cara, ficara pasma com a atmosfera misteriosa daquele lugar. Tinha mar, montanha e areia. Muita areia mesmo! Mas era cheio de verde, com uma arquitetura
moderna, cheio de arranha-céus, carros caros e lojas de grife.
        Como nunca pensara naquilo? Colocara em sua cabeça que as mulheres dali andavam atreladas ao marido com uma coleira no pescoço e pronto. Se fechara para
o restante.
        Era certo que via muitas muçulmanas de cabeça coberta, com roupas pretas e muito sóbrias, mas via também, muitas moças bem vestidas. Algumas traziam a cabeça
coberta e outras não. Mas percebera que ambos os sexos não se misturavam nas ruas. As mulheres só andavam com mulheres e os homens com os homens.
        "Que chato!"
        Entretanto, nada a preparara para o palácio onde moravam seus pais. Era uma caixa de joias em tamanho hiper, ultra, mega, super gigante! Pisos e paredes
de mármore, tapetes com fios de ouro, a mais fina porcelana, quadros caríssimos nas paredes, torneiras de ouro nos banheiros, carro de prata na garagem, alem de
outros novecentos ou mil carros de luxo,  muita  riqueza para todos os lados. Tudo isso numa construção tão grande quanto os belos e luxuosos palácios da França
e do Reino Unido.
        E ainda por cima tinha um jardim. O que era aquilo afinal? O paraíso? Tinha cascatas, árvores, flores de tantas espécies que ela demoraria dez anos para
saber o nome de tanta variedade. E havia muito mais naquele jardim que parecia estar no centro da construção da casa. Se é que se podia chamar aquela construção
de quatro andares, cheia de elevadores e com tantas salas que ela se perdera por mais de uma vez, de casa. Havia ali um aquário tão grande que Jamile podia jurar
que vira um tubarão. Ou seria uma baleia?
        Ia se dar bem ali. Se não pudesse encher a cara naquele lugar pois a religião do país inteiro proibia tal coisa, era só pegar aquele luxuoso avião e ir para
Mônaco, Nice,  Tropez e cair na gandaia até se esquecer de seu próprio nome.
        Obviamente, o rei e a rainha haviam ficado extasiados com a sua presença. E não era para ficar? Afinal, ela era a caçulinha, não era?
        Então, sentara-se com eles e ouvira, até se cansar, histórias e mais histórias sobre o rapto, sobre as gracinhas que ela e os irmãos faziam quando eram crianças
e sobre a falta que seus pais sentiam de seu irmão Sharif, o príncipe desaparecido. Um porre!
        Mas conseguira passar bem. E, quando viu a suíte onde passaria a viver, teve mesmo a certeza de que nenhuma historinha chata a faria desistir daquela suntuosidade
toda! Só o quarto era maior que o imenso apartamento de seu irmão Rafiq no Leme! Isso sem falar da sala de estar e do maior banheiro que ela já vira em todo o mundo.
Com mármore e ouro! Ouro! As torneiras, os suportes para as toalhas, tudo, tudinho em ouro que resplandecia, ofuscando-lhe a visão e o juízo. Quem tinha aquelas
coisas em ouro dentro de casa? Eram loucos? Se um dos seus amigos do Rio visse aquilo.... E ainda tinha uma banheira maior que o campo do Maracanã! Se ela fosse
ninfomaníaca poderia levar todo o time do Fluminense para fazer uma farra ali e ainda sobraria espaço.
        E, por pensar em um time de futebol, em homens e em farras sexuais, apercebeu-se que fazia dias que não se divertia. Ali em Althea não havia diversão para
uma mulher como ela. Obviamente, todos a consideravam uma garota mimada, preocupada apenas com o seu umbigo. E gostava de ser assim. Não queria sentir nenhum tipo
de dor. Por isso não se apaixonava. Por isso, nem mesmo conseguia gostar das pessoas. Ninguém jamais a magoaria. Amar aos irmãos e ao sobrinho já era mais que suficiente.
Ninguém, em toda a terra, conseguiria obter dela qualquer tipo de afeição. E duvidava que o tal de Sharif, o irmão desaparecido, conseguiria provocar nela, algum
tipo de sentimento, caso um dia desses a tal da detetive Fernandes provasse que ele não morrera afogado na Baía de Guanabara e que além de vivo, a maluca detetive
conseguira encontrá-lo.
        No momento, nem mesmo amar aos pais que acabara de conhecer era-lhe possível. Até duvidava de que um dia viesse a gostar deles.
        Mas a sua impertinência acabara por colocá-la numa situação bastante desagradável. Estava dentro daquele biquinizinho vermelho, terrivelmente minúsculo e
com mais de quarenta pares de olhos voltados para a sua direção. E não eram olhares de admiração, não!
        A princípio, até pensara que causara um impacto profundo nos homens de vestido. Mas logo reconhecera o seu engano.
        O rei, a quem ela deveria chamar de pai, a olhava consternado. E o gato de tristes olhos azuis parecia desaprovar a roupinha que ela usava. O que? Não gostara
de seu corpo? Que insolente! Tinha um corpo sensacional. Todos viviam a lhe dizer isso! Por acaso mentiriam para ela? Todos?
        Um homem velho atirou-se ao chão falando, chorando e rezando, tudo ao mesmo tempo.
        E a ele se seguiram uns outros fanáticos que não deviam gostar de mulher.
        Então, viu o ódio em alguns daqueles olhares. Não havia apreciação, não havia cobiça. Apenas um ódio que a queimava como se fosse a chama do inferno e que
a fez arrepender-se instantaneamente do que fizera. Alguns daqueles homens pareciam querer matá-la!
        Errara tanto assim? Sempre acreditara que quando o assunto era homem ela o conhecia por todos os ângulos!
        E, de repente, sentiu algo que ela nem sabia que existia em seu íntimo. Sentiu vergonha, sentiu uma vontade imensa de pedir desculpas, porém o medo era tanto
que as palavras não lhe vinham a boca.
        Quem aparecera e a salvara do pavor que a tomara fora seu irmão Rafiq. Ele a cobrira, imediatamente, com um pano que estava enfeitando um dos inúmeros sofás
daquela gigantesca sala.
        - Está maluca? - Ele gritara irritado.
        - Eu... Eu... - Jamile havia perdido a voz ao perceber a comoção que criara. Quisera chocar as pessoas, não levá-las a desejar a própria morte. - O que houve?
        - Aprenda a respeitar os outros, Jamile! Você está nua!
        - Nua? Também, não exagere! Estou vestida! Não vê?
        - Para as pessoas daqui, não. Reparou que nem bermudas um homem usa por aqui?
        Ela teve que assentir.
        - Uma mulher não se mostra dessa forma. Para as pessoas daqui isso é uma afronta. Para alguns, é até um crime!
        - Sei. Mas eu não vou me vestir como as mulheres daqui. Quero usar as minhas roupas. E tudo o que tenho é curto, decotado e... E... E sexy!
        - Então, você corre o risco de ser apedrejada na rua.
        - Não seja bobo. Sou uma princesa. Sou a filha do rei. Quem me apedrejaria.
        - Bem... Acho que, como é a filha do rei, eles devem apenas exigir que você seja banida.
        - Banida? - Ela o olhou assustada. - Você disse banida? quer dizer, expulsa? Você está de brincadeira. O rei me defenderia. Sou sua filha! Esses loucos não
ousariam fazer-me mal!
        - O que você está fazendo não tem defesa.
        - O rei poderia criar uma lei para que as mulheres pudessem se vestir da forma que quisessem. Não é o rei? Não é o mandante supremo  desse país? Então ele
pode tudo!
        Jamile não notara que seu irmão a levava para fora do salão enquanto falava com ela. Estava mais interessada em rebater as afirmações do irmão. Ninguém ia
ousar machucá-la. Seu irmão estava louco. A atmosfera machista daquele lugar já lhe subira a cabeça.
        - De certo modo, até que pode. Mas as mulheres daqui não gostam de esfregar sua sensualidade na cara dos outros! Além disso, quem ousaria sair na rua vestido
desse jeito? Um radical qualquer poderia bater em você e mais tarde, desculpar-se por não ter reconhecido a filha do rei. E ainda dizer que a filha do rei jamais
se comportaria como uma prostituta. E, as próprias mulheres a considerariam indigna de ter você entre elas.
        Jamile pensou um pouco. As coisas ali pareciam piores do que ela poderia imaginar. Sem álcool, sem homens e sem roupas sexis!
        - E o que faço com as minhas roupas?
        - Queime-as.
        - Está maluco? São roupas de grife! São caras demais!
        - Aqui não tem nenhuma serventia. Nenhuma mulher muçulmana usaria algo tão apelativo!
        - Isso quer dizer que não poderia ir a praia de fio dental e...
        - Realmente acho que você não tem amor a própria vida! - Rafiq falou num ar cansado. - Aqui, nem eu nem Jalilah poderemos ficar atrás de você consertando
as bobagens que você tanto gosta de fazer. Ou cresce e para com essa mania de chamar a tenção, de ser o centro do universo ou volte para o Rio onde poderá andar
com seus shortinhos e biquinis minúsculos! Se for a praia com essa tira de pano enrolada ao corpo, vão matá-la. E não acredite quando lhe dizem que aqui as mulheres



vão a praia de biquini. Até vão. Mas em suas praias particulares. Nenhuma mulher de bom senso se arriscaria a ser apedrejada usando isso! E nenhum homem que se preza
vai olhar para você num traje desses!
        Jamile retornava muito irritada para o seu quarto. De que adiantava ter um mar daquele tamanho banhando Althea se as mulheres não podiam frequentá-lo. E
que graça tinha ter aquela piscina gigantesca tão próxima, naquele calor de cinquenta graus a sombra se não podia mergulhar lá com o seu biquini fio dental. E ela
trouxera uns vinte biquinis!
        - Esse país é uma droga! - Berrou para o irmão como se tivesse doze anos e subiu as escadas chorando. - Odeio morar aqui! Odeio! Odeio!
        - Tome juízo, Jamile! - Rafiq gritara enquanto ela passava pela porta do salão onde as mulheres estavam. Todas, inclusive aquela a quem ela deveria chamar
de mãe e a irmã a olhavam com ar de censura e vergonha. Era uma danação! Que todas aquelas mulheres que não sabiam nada da vida, se lascassem!
        "Sem juízo! Sem juízo! Não sou uma garota sem juízo!"
        Como tinham coragem de dizer que ela não era ajuizada? Sempre não cuidara muito bem de si mesma? Quando entrara, em alguma confusão em sua vida? Era certo
que  a maioria de seus amigos eram bêbados e viciados em drogas das mais diferentes espécies e que, suas amigas, ganhavam um dinheirinho por fora, ora traficando
drogas ora fazendo programinhas das mais variadas formas.
        Quando Marquito a chamara para participar de um assalto a uma loja na Zona Sul, ela dissera não. Quando um traficante amigo seu lhe dissera para vender cocaína
para ele numa boate da Barra pois o seu vendedor tinha caído, ela até que ficara tentada. Todavia, dissera não. E quando Osmar a chamou para fazer um trabalhinho
de acompanhante de luxo, quase fora, mas acabara desistindo na hora H, o que deixara Osmar muito irritado com ela.
        Sabia que aqueles seus amigos, todos mal elementos, não eram a companhia ideal para ela. Mas aprendera que as pessoas sempre andavam com o seus iguais. Embora
todos eles fossem o tipo de companhia que uma mãe de verdade temeria ver sua filha com eles, não acreditava que a má fama de seus amigos mancharia a sua dignidade
mais que manchada. Ela não ficaria falada por que andava em má companhia. Era a escolha dela. Não prestavam tanto quanto ela!
        Entretanto, sempre se lembrava do irmão e não dos pais. Sempre tentava aliviar a barra por causa de Rafiq. Não queria que ele tivesse que sair nas madrugadas
para tirá-la da cadeia ou coisa semelhante. Não queria dar um desgosto a ele, embora soubesse que ele se preocupava com a vida que ela levava. Só que seu irmão virara
um príncipe de uma hora para outra.


Se gostou desse romance e gostaria de saber como termina, acesse um dos links abaixo




                                     Série Os sheikes no Rio 3 - Uma promessa para toda a vida
  



     Sheik Jassin

     Sheikes Mohammed e filhos

    Sheik Mansour

    Sheik Zayed Abu Dhabi


     Prince of Dubai

    Principes árabes brincando com seus falcões





nfelizmente, aas coisas ruins  que acontecem com aqueles ídolos que tanto amamos, também devem ser  compartilhadas. Assim, informo as meninas que ainda não haviam tomado conhecimento, que o sheik Rachid faleceu dia 15 de setembro de 2015, vítima de um ataque cardíaco.









2 comentários:

  1. Essa mocinha é do bafão! Que mulher da pá virada. Mas o sheik é liiiiiinnnndddooooo!

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