quarta-feira, 13 de julho de 2011

Romances no Rio 1 - O amor está no ar


tom cruise
Tres mulheres: Angelina, uma morena gordinha e um pouco tímida; Dora, uma estonteante ruiva e Eliane, uma belíssima negra, dividem o apartamento em Copacabana
com  mais tres colegas de trabalho. Murilo Manfrini, Rui Weber e Bob Willians vão conhecer as garotas e vão ter que lutar pelo amor que juram sentir e que sempre
encontra uma porção de contratempos para que fiquem juntos.


           Capítulo 1



                        

    - Mulher nenhuma me faz de idiota! - Praguejou Murilo Manfrini, louco de raiva. Seus olhos faiscavam de ódio. - Como você permite que aquela mulherzinha faça
isso com você, meu amigo?
    - As coisas não são tão fáceis, Murilo. - Rui Weber tentava argumentar, sabendo de antemão que a intransigência de Murilo, vinha de longa data.
Ele era inflexível quando se tratava de relacionamentos amorosos. As mulheres deveriam chorar por ele e nunca, em hipótese alguma, o contrário.
Estava exasperado por ver como Rui se deixara levar pela namorada, que agora lhe pedira um tempo.
    - Isso é inaceitável. Ah se fosse comigo! Se fosse comigo! Ela ia se arrepender amargamente do que estava planejando. - Suspirou, cuspindo brasas.
    - O que você faria? Ninguém está livre de levar um chute no trazeiro... - Rui Weber estava irritado. Além de levar um fora, de ser
trocado por outra coisa, ainda era visto como um idiota pelos amigos, apenas por que não tinha vergonha de expor seus sentimentos.
    - Se fosse comigo... Nem sei o que eu faria! Mas não ia deixar barato! - Falou Murilo salivando de ódio por ver que aquelas coisas
desagradáveis sempre aconteciam com Rui. - Cara! Você nunca aprende? Quantas vezes já vi você neste estado deplorável? Já perdi a conta...
    Na verdade, a fama de Murilo Manfrini em destroçar corações era terrível. Chegava a ser cruel quando uma mulher tentava atrapalhar a sua vida. Nunca se apaixonara
e jurava que nunca iria passar pelos vexames que via seus amigos passarem. Isso era uma vergonha para
ele.  Ver um amigo ser subjugado, aos pés de uma mulher. Eram todos uns molengas, sem brio, sem orgulho; um bando de maricas!
    Estavam num bar na Barra da Tijuca e uma chuva pesada ameaçava desabar a qualquer instante. Murilo Manfrini estava furioso. Já tirara o paletó, afrouxara a gravata
e tinha vontade de tirar o cinto e dar uma surra em seus amigos de longa data. Desde a infância, Rui Weber fora assim: um molenga chorão. E por toda a vida que tinham
vivido na companhia um do outro, Murilo sempre comprara as suas dores.
    - O que vou fazer se ela não quiser mais olhar para mim? Eu... Eu... Eu estava pensando em pedir a ela que se casasse comigo e...
    Murilo explodiu dando um forte murro na mesa. No mesmo instante, como se apenas esperasse uma deixa para se fazer presente, a chuva desabou pesada, obrigando
os transeuntes a correrem à procura de abrigo. Um bando de
garotas entrou no bar, fugindo da chuva que parecia bastante ameaçadora.
    Por alguns momentos, a atenção de Murilo Manfrini fora desviada para as moças. As quatro eram verdadeiros símbolos de beleza, sensualidade e
perfeição e o rapaz, entre surpreso e satisfeito com a maravilhosa visão, teve um imenso prazer em apreciá-las.
Tinha a fama de ser um garanhão. Gostava muito de estar em companhia de uma belíssima mulher. E sabia que suas acompanhantes causavam inveja.
Por sorte, sempre conquistara a mulher que ele tinha em mente, por mais inatingível que parecesse aos demais. Depois de um tempo, geralmente nunca superior a dois
meses, mandava a garota passear e trocava-a por outra, igualmente inalcançável. Era um jogo, onde ele sempre vencia. E não podia ser diferente. Afinal, ele era Murilo
Manfrini, o todo poderoso do mercado imobiliário internacional, rico empresário, vencedor em todo e qualquer campo no qual se aventurasse.
    As garotas, uma ruiva, de cabelos longos, alta, lábios cheios e olhos que deixavam dúvidas se
eram verdes ou azuis; uma negra, também alta, de olhos dourados e cabelos compridos e cacheados,
boca carnuda e belíssimo corpo; duas loiras, sendo uma mais loira que a outra,
cujos olhos eram castanhos, lábios claramente de restylene, e seios enormes de silicone e seus cabelos pintados eram quase brancos e
a outra loura era natural, de olhos verdes, linda e perfeita, eram simplesmente geniais. Pensou em convidar uma delas para um drink. Pensou em convidar as quatro.
Que maravilhosa orgia não seria se saísse com as
quatro ao mesmo tempo. E ficou por um tempo imaginando como seria despir uma delas , enquanto as outras admirariam a sua performance na cama. Era muito bom ser olhado
por uma mulher
cheia de desejo por ele, enquanto ele satisfazia a outra. E, nesse meio tempo, aquelas que
aguardavam a sua vez, o cobriria de carícias sensuais. Estava excitado e quase esquecera as tristezas de Rui e,também, a Bob Willians,
seu primo e amigo que estava sentado com ele, apenas observando a situação, na mesa do bar. Bob Willians, um americano filho de mãe brasileira, era sócio de Murilo
e quase um irmão, tão grande eram as afinidades que os unia. Contudo, a choradeira de Rui Weber e aquela insistência nas bobagens de amor
e romantismo, fizeram com que se esquecesse completamente que Bob Willians estava lá, a gargalhar divertido do monte de asneiras que Rui fazia questão de vomitar..
E Só se lembrou novamente de Bob ao ver  que este se antecipara a ele e convidava as quatro garotas para sentarem-se com eles naquela mesa onde Rui Weber teimava
em derramar suas idiotas lágrimas por um amor que lhe dera um fora.
    Murilo e Bob eram primos. E fisicamente, eram bastante parecidos. Ambos eram altos, cabelos
escuros, sendo que os cabelos de Murilo eram pretos. Ambos tinham olhos azuis, com tonalidades
levemente diferentes. E eram extremamente bonitos, além de trazerem na testa, a marca de
sucesso, visível por qualquer mulher que procura se dar bem num relacionamento amoroso, que
junto com o amor, oferece uma bela conta bancária e um cartão de crédito sem limites. Entretanto,
eram excessivamente bonitos e exageradamente sexies. Nenhuma mulher deixaria de notar aquela
fabulosa contribuição da loteria genética em marcar aqueles dois rapazes com o que seus ancestrais
tinham de melhor.
    Murilo gostava muito de Bob. Era pragmático como quase todos os americanos. Forte nos negócios e na vida pessoal. Exatamente como ele, embora gostasse mais de
estudar o ambiente primeiro. Era estimulante para o seu ego, ter um amigo e sócio  que era um competidor a sua altura. Não era como o chato do Rui,
que nascera para chorar por mulheres que viviam a lhe dar o fora. Já presenciara tantas vezes aqueles ataques de choradeira de Rui, que nem sabia mais dizer o que
realmente o irritava no amigo. Era impossível que um homem fosse tão ingênuo e se deixasse manipular por uma coisinha tão frágil como eram todas as mulheres que
conhecera até então.
    Embora também tivesse muita estima pelo amigo de infância e reconhecesse que profissionalmente, Rui era imbatível, sendo um profissional de primeira linha. Infelizmente,
era um fraco quando se tratava de sentimentos e emoções.
    E Murilo nem compreendia por que Rui Weber era tão cheio de problemas. Desde a mais tenra
infância que se conheciam e, nenhum dos dois tinha algum problemas sério que pudesse interferir na
personalidade de ambos. Foram crianças e adolescentes bem ajustados, membros de famílias normais,
nunca passaram nenhum tipo de necessidade, bem sucedidos durante a época da faculdade, tanto com as mulheres,
quantos nos estudos... Então, por que Rui era daquele jeito? Era rico, bonito, bem sucedido, sem
problemas, exceto aquela dor inexplicável que trazia na alma e que ninguém sabia de onde vinha!
    As garotas não se fizeram de rogadas e se sentaram com eles e Murilo se perguntava o que se passava na cabeça de Bob. Será que Bob Willians estaria pensando
o mesmo que ele?
    Estaria! Com toda a certeza, Bob estava pensando em ficar com as quatro só para ele.
    O olhar de Bob cruzara com o dele e deixava claro que o amigo também estava louco para se divertir com aquelas garota e ele considerou aquilo um desafio. Quem
ficaria com as quatro? Silenciosamente, uma disputa se iniciara.
    Desinteressado no desafio dos amigos, Rui tentou se levantar da mesa do bar e, duas mãos igualmente fortes, mas de pessoas diferentes, uma em cada um de seus
atormentados ombros, o forçaram a continuar sentado. Era como se ele fosse nomeado o juiz ou apenas uma testemunha  daquele embate. De qualquer forma, teria que
nomear um vencedor e aquilo o angustiava mais ainda, a tal ponto que se esquecera de Selma, a sua ex-noiva mal
agradecida, que injustamente, o trocara por outro., ou por uma carreira promissora, ou por
qualquer coisa que sua ex noiva achasse mais interessante! Nem ele sabia bem o por que da separação.
    Embora Rui Weber fosse o tipo do cara aparentemente meigo, era um publicitário e seu objetivo era ser implacável quando precisava vender uma idéia. Adivinhara,
por conhecer seus amigos, a contenda dos dois. E já percebera que teria que ver um ou outro, sair do bar com as quatro mulheres, rumo a um motel qualquer e, que,
na manhã seguinte, veria um tripudiar em cima do outro porque ganhara aquele round. Isso aconteceria até que outra disputa fosse lançada entre os dois.
    Mas, que diabos! Ele era um artista! Tinha alma de artista! Não se interessava por uma
mulher da forma vulgar que os seus amigos se interessavam! Ele via as mulheres por dentro!
    Murilo Manfrini sempre debochara daquela forma ridícula de Rui se expressar.
    - Cara! Não sei como posso ser seu amigo! Mulher só tem ima serventia: Dar prazer a um
homem! Uma mulher tem que me servir, ser linda, ser maravilhosa e, nunca, em hipótese alguma,
uma chara resmungona!  - Sempre lhe dizia Murilo. Bob Willians concordava, embora receasse falar
as coisas naquele tom de desdém contra as mulheres. Não era a favor de cuspir para o alto. Nesse
ponto, Bob era bem mais cauteloso.
    - Pois eu cuspo para o alto na hora que eu quiser. Não nasceu ainda uma mulher que vai me
fazer de idiota! Onde já se viu um homem chorar por uma mulher?
    - Se você se apaixonar...
    - Aí é que está o seu erro, meu amigo. Jamais vou-me apaixonar por mulher alguma. Nenhuma
mulher merece mais que alguns minutos do meu tempo. E esses minutos são aqueles no qual eu passo
na cama com ela. Nada mais!
    Curiosamente, não eram quatro mulheres e sim, cinco. A outra, que se mantivera afastada das demais, tão logo entraram no bar, continuava num canto como uma trouxa
de roupas sujas que fora por ali esquecida. Murilo não vira seu rosto ainda. De onde estava não tinha condição de vê-la por inteiro. Mas a notara. Embora ela não
tivesse o corpo escultural que as quatro deslumbrantes moças apresentavam, pois parecia mais cheiinha, além de ser baixinha demais, coisa que não o interessava,
perdera momentaneamente o interesse pelas quatro garotas, pois tentava ver o rosto da moça que classificara como gordinha em sua mente.
Perguntou-se porque ela evitara a companhia das outras, demonstrando nem ao menos conhecê-las. Estava curioso demais para ver o rosto da garota que permanecia de
 costas para eles, olhando a chuva que caía lá fora, do outro lado das janelas de vidro do bar. Murilo nem percebera que seu coração estava acelerado, tão concentrado
estava naquela descoberta.
    - E a coleguinha de vocês, não vai sentar-se conosco? - Bob Willians perguntara, trazendo Murilo de volta a mesa do bar e a disputa travada entre os dois. Entretanto
Murilo não olhara o amigo como se estivesse mais numa competição pelas garotas, mas temeroso de que Bob se tivesse interessado pela gordinha que ele ainda não vira
o rosto. Encarou seu amigo Bob Willians de uma forma que esse não compreendeu. Murilo nunca tivera aquele brilho de medo nos olhos e calculou que, por alguma razão
desconhecida Murilo Manfrini entregara os pontos. Não gostara.
Ele ainda nada dissera. Como poderia perder quatro lindíssimas garotas, ávidas por uma orgia e fantasticamente deliciosas?
    - É a Angelina. Trabalha conosco na loja. É meio bicho do mato por ser feinha, tadinha. - Disse a loira excessivamente oxigenada de cabelos compridos, debochando
da amiga.
    - É o bujãozinho. Ela não gosta muito de sair com a gente, pois sempre fica sobrando. - Disse Cloé, a loira de olhos verdes.
    Os rapazes as encararam por alguns instantes e Murilo não soube o que pensar. A curiosidade dos três rapazes agora era imensa e Murilo odiou as duas loiras por
ter chamado a atenção de seus amigos para o motivo do seu crescente interesse.
    - Se é assim... - Respondeu Bob dando de ombros. Mas acreditava que deveria ser cortês já
que a gordinha usava o mesmo uniforme que as quatro beldades usavam. Notou, com certa tristeza, que para ela, aquele uniforme não caía tão perfeitamente bem como
nas outras meninas. E, muito embora ele classificasse as mulheres em dois tipos: as belíssimas, que ele fazia questão de conquistar e as outras, ele não gostava
 de humilhar ninguém porque não nascera belo. E, mesmo que por toda a sua vida apenas tivesse se envolvido com belíssimas mulheres, se apouquinho de Bob Willians para ela também, ora bolas! Ia mandar a gordinha embora?  Além disso,
ele sabia que a beleza era coisa de momento, que todos envelheceriam, e qualquer um podia sofrer um sério acidente e assim, passar a ter muitos defeitos no
rosto, no corpo, ficar cego, paralítico, defeituoso... Já não vira isso tantas vezes na vida? Achara as duas moças, embora extraordinariamente atraentes, bastante
desagradáveis, insensíveis e indelicadas. Percebera nelas a deformidade na alma, coisa
bem pior para ele que a aparência física da gordinha que, aliás, nem era tão gordinha assim.
Para dizer a verdade, a gordinha era bastante bonita e o corpo, que todos deveriam classificar
como além dos padrões por causa da moda, era bem feito e cheio de curvas provocantes. Qualquer
homem se deliciaria em percorrer aquelas curvas tentadoras!
    - Vocês são terrivelmente antipáticas, sabiam? - Falou a moça negra de olhos extremamente belos. Rui a observou enquanto ela dava uma bronca em Cloé e Priscila.
A belíssima negra tinha uma cor de olhos muito diferentes de tudo o que já vira. Rui Weber
estava encantado com os olhos da afro descendente.
    - Vocês duas são muito invejosas, isso sim. - Disse a ruiva, bastante aborrecida com o comportamento antipático das duas colegas.
    - Inveja de Angelina? Está de brincadeira? Olhe para mim. Sou linda! - E Cloé, virando-se para
os rapazes, fez beicinho. - Acham que eu preciso ter inveja daquela baranga? Não sou um escândalo perto dela?
    Os três concordaram prontamente, cada um imaginando o que ela seria capaz de fazer numa cama. Por uns segundos, Murilo até se esqueceu da gordinha baixinha que
estava há alguns minutos, tentando ver-lhe o rosto. Afinal, ele era um homem! A loira
poderia até ser desagradável e muito preocupada com o próprio umbigo, além de não se
importar com o bem estar alheio ou noções de solidariedade, mas ela era um furacão!
Esquecer-se do mundo nos braços daquela loira parecia ser bastante interessante,
estimulante e bem divertido. Um homem não tem que se preocupar com a personalidade desagradável
de uma garota quando o seu interesse é apenas se divertir com ela. Afinal, ele não estava atrás
de um relacionamento mesmo!
    - Realmente homem não raciocina com o cérebro quando se trata de loiras! - Falou Dora, tentando desviar a atenção de cima de Cloé, que estava passando dos limites.
Viu que a antipática desejava ser o centro das atenções dos três rapazes. O que ela
pretendia? Uma orgia com os três?
    - E das ruivas também. - Argumentou Bob Willians comendo Dora com olhos faiscantes de desejo.
- Eu, por exemplo, sou incapaz de pensar se eu tenho uma ruiva escandalosamente linda ao
meu lado como você!
    - Bem, uma mulher da cor de canela como essa aqui ao meu lado nem me deixa lembrar o que é um cérebro. - Disse Rui completamente fascinado por Eliane.
Seus olhos até pareciam um pouco secos enquanto ele admirava a belíssima negra de olhos de tigresa.
    Talvez por ouvir que falavam dela ou ainda, porque estava sendo chamada para se virar pelos pensamentos de Murilo Manfrini, a moça se virou e rapidamente  deu
uma olhada nas colegas e em seus novos amigos. Seus olhos se encontraram com os olhos dele. Para ele, aquela garota era a mulher mais linda que ele já vira. Seu
coração acelerou e ele sentiu um calor percorrer-lhe o corpo. Era linda! Tinha um par de
olhos verdes tão brilhantes quanto esmeraldas! Estava encantado! Era baixinha, frágil e
bem distribuída em sua sinuosas curvas. A cintura era fina, a barriga reta como uma parede, os seios redondos e volumosos e as
nádegas eram grande, empinadas,  firmes. Desejou que suas mãos percorressem aquelas curvas, uma a uma.
Não somente suas mãos, mas sua boca, sua língua. Queria poder apertar aquele corpo de
encontro ao seu, tê-lo embaixo de si. E aquele bumbum? Ele era brasileiro, caramba! Que brasileiro não ficaria louco com uma bundinha daquelas?
    O que estava lhe acontecendo? De onde vinha aquele desejo insano? Mulher nenhuma lhe
provocara em tão pouquíssimo tempo uma reação tão forte! Era muito estranho! E ela
realmente nem era tão bonita assim... Mas... Entre todas as mulheres que estavam ali,
naquele bar, ela era a única que mexera com ele. Era a única que fazia com que ele tivesse
aqueles pensamentos esquisitos.
    Ela virou-se novamente de costas para ele e Murilo teve vontade de obrigá-la a voltar-lhe o rosto novamente. Nunca mais esqueceria aquele olhar tristonho. Queria
ficar olhando para ela. Para sempre!
    Angelina voltara a olhar para a chuva que caía na rua. Já começava a encher os bueiros e ela previa que algumas ruas ali onde estavam iam alagar-se um pouco
em alguns pontos e ali seria mais um local, onde elas teriam que esperar as ruas esvaziarem para poderem ir embora. Percebera que as amigas estavam acompanhadas
por três rapazes e presumiu que deviam ser os tais executivos que suas amigas viviam sempre a comentar que um dia, se apaixonariam por elas e mudariam as suas vidas
de um momento para o outro. Elas queriam ser madames. Nunca mais acordar cedo para trabalhar, nunca mais ouvir piadas bobas dos clientes, pois seriam respeitadas
por serem esposas de um figurão; nunca mais contar dinheiro para pagar as contas, o táxi, pois teria seu próprio carro ou um motorista particular. Com certeza, aqueles
moços bonitos, só podiam fazer parte do mundo com o qual suas amigas sonhavam. Entretanto, ali não era o lugar daqueles rapazes. Não eram daquelas redondezas. Provavelmente,
era a primeira vez que apareciam por ali. Mas ela não queria perder tempo pensando em rapazes.
Suas amigas sempre se envolviam com homens assim. Sabia que no dia seguinte, uma delas ou todas, contariam detalhes de uma transa que tiveram o prazer de participar,
com algum daqueles bem sucedidos empresários, acreditando que eles ligariam mais tarde para saírem outra vez.
Conforme os dias se passavam, ela percebiam que aquele maravilhoso príncipe não ligaria e partiam para outra empreitada. Muitas vezes, alguma de suas amigas, até
iniciava um romance sério, mas que acabava em poucas semanas e elas, quase sempre, entravam em depressão. Eram muito bobas. Nunca aprendiam a lição. Sempre quebravam
a cara e depois choravam por dias, aquela relação que não dera em nada.
    Na verdade, nem sempre se tratava de dar o golpe do baú. Elas realmente queriam se
casar, desde que não fosse com um pobretão. quanto a ela, nem tentaria algo do gênero.
Sabia que não era uma mulher capaz de chamar a atenção de um homem, fosse ele pobretão ou
não. Nem perdia seu tempo sonhando, desejando, imaginando. Não tinha sorte para essas
coisas. Dessa forma, mantinha-se distante e jamais se envolvia com alguém. Não queria
sofrer, não queria ser humilhada. Não custava nada evitar encrencas!
    "Como as mulheres são burras e ingênuas. Acreditam realmente que conseguem conquistar o homem de seus sonhos! Bobas!" Ela pensava enquanto olhava a chuva.
    Contudo, suas amigas viviam. Por momentos, mesmo breves, eram felizes. Ela não se divertia. Aqueles rapazes bem sucedidos em suas promissoras carreiras não olhavam
para moças como ela. Sabia que estava fora dos padrões de magreza e beleza e eles só andavam com garotas que estavam na moda. Assim mesmo, já haviam tentado levá-la
para a cama, mas ela não queria ser motivo de chacota em mesas de bares, enquanto, um rapaz qualquer ao vê-la passar, se lembrasse que dormira com ela, na noite
anterior, ou em qualquer outra noite,  e, começasse, só por zombaria, a descrever as mirabolantes posições que a gordinha fora ou não, capaz de fazer
enquanto transavam. Ou, quem sabe, ririam dela pois nem tiveram coragem para chegarem a desejá-la. Já passara por aquela vergonha uma vez. Não lhe aconteceria de
novo. Nunca mais homem nenhum riria dela novamente. Não queria saber de envolvimentos de uma noite e nem de muitas noites. Era terrível ser humilhada por um rapaz,
quando se acreditava estar apaixonada por ele. Além do mais, era uma garota gordinha, fora dos padrões daqueles ricos empresários que, por infeliz desgraça, era
obrigada a conviver, todas as vezes que saíam para um lanche ou no fim de seu expediente. Sempre tinha homens daquele tipo rondando suas amigas.
    Não pensava em amores. Desiludira-se há muito tempo. E, nas horas em que a tristeza da solidão teimava em bater a sua porta, lembrava-se de seu pai e de sua
cidadezinha.
    Para complicar mais, ela, as quatro garotas que estavam ali na mesa com os três rapazes e mais uma outra que não estava presente, dividiam um apartamento em
Copacabana. Isso tornava ainda mais obrigatório a convivência com aquele tipo de pessoa, já que era apenas aquilo que interessava as suas colegas.
    Na mesa do bar, Murilo obrigou-se a pensar na disputa e tirar a gordinha de sua mente. Tinha quatro mulheres belíssimas a sua frente, e, pelo menos uma delas,
o engolia com os olhos. As outras, ainda estavam se decidindo em qual dos três apostariam as suas fichas. Mas a loura de olhos verdes, com certeza, já estava no
papo.
    Logo, os três rapazes perceberam que aquelas meninas não estavam interessadas numa orgia, onde um deles seria o rei do harém. E, por mais incrível que pudesse
parecer, Bob Willians chegara a essa conclusão tão rapidamente quanto Murilo Manfrini. Sua atenção se concentrara na ruivinha, escandalosamente linda. Na verdade,
só pensara numa orgia com as quatro garotas porque pressentia que seu oponente teria a mesma
idéia. Ambos eram assim. Mas seu interesse por Dora Dumont, fora imediato.
    Naquele momento, Cloé se perguntava se aquele rapaz moreno, alto e de olhos azuis seria fácil de conquistar. Tinha pinta de ricaço e se conseguisse ter um bom
desempenho em sua cama, quem sabe não conseguiria conquistá-lo? Embora parecesse atrevido, talvez não passasse de um bobão, já que insistia em ficar olhando pra
balofa da Angelina! Por que  ele a olhava com tanta insistência? Angelina não era o tipo de mulher que atrairia a atenção de um homem daquele tipo. Era muito fino
e requintado. Aliás, todos os três o eram. Tinha que conseguir
um daqueles promissores executivos. Eram belos e, provavelmente, ricos.
    De papo em papo, Cloé já descobrira que eles foram parar naquele bar por puro acaso. Seus escritórios ficavam na Avenida Rio Branco. Eles estavam ali, perto
do local de trabalho delas, porque estavam acompanhando o americano Bob Willians, que estava atrás de uma BMW blindada, mas que não encontrara o modelo que procurava.
Assim, por pura preguiça por causa do calor, resolveram parar naquele bar e ficar por ali, a fim de chegarem a conclusão se iam ou não atrás de outra BMW, naquele
dia.
    De qualquer forma, os três moravam ali mesmo, na Barra da Tijuca e não voltariam para o Centro. Já era tarde para isso e a chuva, aliada a entrada repentina
das garotas, acenavam para um belíssimo fim de noite.
    Na verdade, eles não estavam preocupados com coisa alguma, naquele momento. Seus negócios estavam bem, e, volta e meia, eles gostavam de relaxar.
    Mesmo sendo metade americano, até Bob Willians se negava a ser escravo do trabalho, embora o levasse muito a sério. Era filho de mãe brasileira, e isso fazia
com que dissesse que sabia também aproveitar a vida. Não queria ser um escravo do trabalho como seu pai o fora. Vivera ressentido com isso durante anos. E, quando
herdou a firma de seu pai, que morrera de um colapso por escesso de trabalho, jurou a si mesmo, não seguir-lhe os passos. O velho, além de se matar de trabalhar,
nunca tivera tempo para ele ou para sua mãe. Além disso, ele se considerava muito carioca. Tanto que, nesno tebdo negócios para resolver
em quase todas as partes do mundo, preferira morar no Rio de Janeiro, onde a descontração do povo carioca o fazia relaxar, esquecer os
problemas e trabalhar com muito mais prazer, atitude essa compartilhada calorosamente com o primo, sócio e amigo Murilo Manfrini.
    Mas Cloé estava indecisa. Tinha que escolher um daqueles três para mudar a sua vida. Era muito esperta e tinha certeza que conseguiria enrolar um deles. Já descartara
o americano. Era uma pena. Abrir mão daquele homem maravilhoso, de olhos muito azuis e cabelos castanhos
escuros, ia ser realmente triste. Mas ele nem a olhara duas vezes. Fora rapidamente atraído
por Dora, aquela chata de cabelos cor de fogo. Mas reconhecia que a colega era excepcionalmente bela. Tinha sangue escocês e belíssimos
olhos verdes,e cabelos que caíam como uma cascata de fogo em suas costas. Perdera para ela. Não iria malhar em ferro frio.
E, se o americano já era, ainda lhe restavam dois magnaras solitários. Um meio italiano e
um meio alemão. Era impossível sair de mãos vazias. Precisava pensar em seu futuro. Estava
cansada daquela revendedora de carros. Queria alçar altos vôos e não passar o resto da
vida vendendo carros importados para os ricaços. Queria poder ela mesma comprar um
daqueles para si. Estava errada em querer melhorar de vida?
    Pensara também no rapaz tímido, sentado num canto, com cara de chorão. Ele estava apaixonado por uma mocréia qualquer que felizmente lhe abandonara. Tadinho!
Quem sabe ela poderia consolá-lo?
    Era muito bonito e, diferentemente dos dois morenos, esse era loiro, de olhos azuis, quase transparentes, tinha sangue alemão, e não se vestia de terno e gravata.
Soubera ali na mesa que
ele era um publicitário e, embora fosse o dono de sua agência, era visto como um artista pelos amigos. Tinha olhos caídos e tristonhos, parecendo que ia chorar a
qualquer instante. Na verdade, ele era o tipo que serve de modelo para anjinhos loiros e bondosos.
Que fofo! Era muito meiguinho mesmo! E tão triistonho que dava dó!
    Mas Cloé tinha um lema. Nunca se envolvia com um homem apaixonado e que levara um fora. Geralmente, a primeira garota a se envolver com um cara assim, não sai
dessa relação muito bem, pois o cara em questão, nunca se apaixona pela primeira garota que aparece, após ter sido abandonado. Geralmente, ficam muito tempo com
o orgulho ferido e não sabem, ou não aprendem a lidar com as emoções por ter sido rejeitado.
    O que também era uma pena. O tal Rui Weber era dono de uma agência de publicidade, rico, bonito e tudo indicava que nascera com uma estrela de sorte. Tirando
a bobeira por ter-se apaixonado por uma idiota, parecia que tudo o que ele tocava, acabava virando ouro. Tanto que sua ex-noiva estava indo para Milão, pois, através
dele, se tornara uma top model requisitadíssima. Ele a descobrira e a fizera crescer. Levara um pé no traseiro. Um otário! Não gostava de homens molengas, porém
Rui Weber era um passaporte certo para o mundo da fama.
    No entanto, o interesse maior de Cloé fora pelo rapaz moreno, de cabelos negros e olhos azuis. Era alto e de ombros largos, e, por mais que desejasse, não conseguia
parar de admirá-lo. Ele não se interessara diretamente por nenhuma das quatro que se sentaram ali no bar com eles.
Olhava incessantemente para Angelina. E isso era incompreensível. Como um homem daquele poderia perder tempo olhando para aquele colchão mal amarrado?  Mas podia
jurar que ele também se interessara por ela. Pelo menos até tomar ciência da tampinha, no outro lado do bar. Dera-lhe uma olhada que a deixara sem roupa. Tinha certeza
que o desejo de levá-la para a cama passara-lhe pela cabeça. Sabia quando um homem a desejava.
    - Tenha a santa paciência! - Acabou falando em voz alta, demonstrando sem querer, toda a sua indignação com aquela repentina descoberta.
    - O que disse? - Perguntou-lhe Murilo, desviando os olhos de Angelina.
    - Eu? Eh... Nada! Estava pensando alto. - Respondeu-lhe Cloé sem graça, mas bastante irritada com o interesse daquele deus grego numa coisinha tão insignificante
quanto
a sem graça da Angelina.
    Murilo voltou sua atenção para a tal baixinha e desejou ardentemente que ela fosse se juntar a eles.
    Angelina, como se o ouvisse, virou-se novamente para olhá-los. Seus olhares se cruzaram outra vez. Murilo percebeu que ela era diferente das mulheres com as
quais estava acostumado a se envolver. Não pela estética, achara-a perfeita. Todavia, algo naquela garota mexia com alguma coisa dentro dele que, em seus 34 anos
de vida, nunca sentira.
    Via muita tristeza nos olhos daquela moça. E a dor que ele julgou que ela trazia consigo, doeu-lhe em seu coração.
    Levantou-se. E, para surpresa de todos à mesa, foi até onde Angelina estava.
    - Oi. Sou Murilo. Não quer sentar-se conosco?
    Angelina foi obrigada a levantar a cabeça para que pudesse ver quem lhe dirigia a palavra. Era
um homem alto. "Bastante alto!" Pensou ela enquanto admirava os belos olhos azuis do rapaz.
    - Hã? Ah, não. Estou bem aqui. Obrigada. - Ela respondeu depois de levar um susto ao sentir aquele homem tão perto dela. Mas se recompôs em segundos. Já estava
acostumada com os rapazes zombando dela, sempre que estava junto de suas colegas. Talvez, por isso, evitava sair com alguma delas. Provavelmente, a perfeição de
suas amigas, evidenciava ainda mais o seu corpo fora de forma. Sempre a olhavam estranhamente. Sempre. Eles, e até mesmo as mulheres, olhavam para ela de modo estranho,
após admirarem as formas perfeitas de suas amigas.
    Já ouvira várias pessoas lhe perguntarem se não se sentia pouco à vontade por morar e trabalhar com garotas tão perfeitas. Ela acabara se acostumando com essas
perguntas indelicadas. Provavelmente todos a viam como seu pai a via. E era assim que ela era. E era assim que ela se sentia... Além disso, era um jeito de manter
possíveis interessados bem distantes. Ninguém, de bom senso, ia querer sair com ela, ou mesmo, ser visto em sua companhia, sabendo que ao lado dela estava a perfeição.
    Entretanto, aquele rapaz divinamente lindo, a olhava de modo diferente. olhava dentro de sua alma. Por um segundo ela acreditou na sinceridade daquele olhar.
E seu coração se encheu de uma ternura que há muitos anos não sentia.
    Ela, assustada, percebera que a represa onde escondia seus sentimentos, ameaçava ruir.
Cruzou os braços. Queria que ele saísse dali. A presença dele tão perto dela, a faziam se sentir
desamparada. E ela não se sentia a vontade com aquela sensação.
    Ele se percebeu admirando os lábios indecentemente cheios e convidativos. Pareciam macios e
suculentos. Queria invadir aquela boca e ser pervertidamente engolido por ela. Por via das
ddúvidas, enfiou as mãos nos bolsos da calça.
    !O que esse homem lindo quer comigo? Homens assim nem me olham! Ou, se olham para mim, não
me veem!" Pensava ela, quase se perdendo no azul dos olhos dele.
    - Que boca! E se eu me aproximasse e a beijasse agora, de surpresa? O que será que ela
faria?" Ele se questionava, quase não conseguindo refrear seus impulsos. Queria sentir o sabor
daqueles lábios. Queria invadir aquela boca!
   - Hei, Murilo! O que faz aí? - Gritou Bob Willians.  – Criou coragem e foi convidar o quinto elemento para sentar-se conosco?
    Bob estava sendo sincero. Queria que a moça também se sentasse ali com eles, bebesse uma cerveja e esperasse a chuva passar enquanto batia papo. Mas suas palavras
foram mal interpretadas tanto por Murilo, quanto por Angelina. A moça ficou vermelha de vergonha e Murilo vermelho de raiva, cada um com os seus motivos. Ela já
estava tão acostumada a ser ridicularizada que qualquer comentário acompanhado de uma risada, mesmo inocente, já era razão para que ela quisesse fugir para outro
lugar. Achou que Bob Willians debochava dela. E Murilo achou que Bob Willians debochava dele. Não por que pensasse que Bob Willians ou mesmo Rui Weber pudessem achar
a
garota feia ou qualquer coisa nesse sentido. Sabia que Bob zombaria dele por largar quatro beldades para correr atrás de uma só. E isso era realmente ridículo. Pelo
menos, as duas loiras que estavam sentadas à mesa estavam no papo.
    Murilo apertou os olhos e o encanto se desfez. Forçou-se para empregar um tom descontraído à voz.
    - Convidava a amiga das garotas para se sentarem conosco. Afinal, sou um cavalheiro. - Disse com ar zombeteiro, sem tirar os olhos dela.
Sentia-se preso aquele rosto, aquele olhar. - Não sou mal educado como vocês que deixam uma moça tão linda de pé.
    Angelina interpretou aquele olhar e aquele comentário como uma piada infeliz entre eles e endureceu rapidamente o seu coração. Olhou-o com desdém e rancor. E
ele não compreendeu o que acontecera. Sabia apenas que aquela garota não fora com a cara dele.
    E Angelina sentia o rosto pegando fogo e os lábios tremendo. Parecia que levara um choque. Em sua terrível timidez, imaginou que era o centro de todos os olhares
do bar naquele momento. Isso era apavorante. E aquele idiota ainda a chamara de linda! Todos deviam estar rindo dela.
    "Quer saber? Que se dane! Não sou homem de implorar nada a uma mulher. Quer sentar-se ao meu lado, bem. Se não quiser, que vá para o inferno! Onde já se viu,
Murilo Manfrini implorar qualquer coisa para uma mulher?" Ele pensava, virando-lhe bruscamente as costas e voltando para o seu lugar na mesa. Percebeu que estava
zangado e que todos o olhavam com uma expressão de curiosidade. Deu um suspiro profundo e buscou um sorriso no fundo de sua alma.
    - Apenas quis ser educado.  Não fica bem a colega delas ficar tão  afastada... - Tentava falar com ironia. Mas por dentro estava frustrado e aborrecido. Vira,
por uma fração de segundos, muita doçura por trás daqueles olhos, antes tristes, agora, terrivelmente  duros.
    Angelina já removera o belo rapaz de sua mente. Não queria pensar em ninguém. As pessoas, quando se aproximavam dela, só lhe causavam dor e decepção. Por que
aquele rapaz rompera as cercas que ela levantara ao redor de si? Fora por um ínfimo segundo, ela sabia. Por um brevíssimo instante, ela o deixou abrir as portas
de seu coração. Por um mísero momento, ele esteve em seu mundo de solidão e tristeza. Fora quase imperceptível. Somente ela percebera que em menos de um segundo,
ele tocara a sua alma.
    Na mesa, enquanto Murilo Manfrini tentava manter uma conversação despretensiosa e amigável, sua alma se desesperava porque, pela primeira vez na vida tocara
em algo que nunca percebera em seu mundo.
    Tinha uma sensação de ter estado no paraíso e ter sido expulso de lá, muito rapidamente. Tão breve fora seu arrebatamento que ele nem sabia direito o que sentira.
Mas fora deliciosamente bom. Fosse o que fosse, somente aquela garota poderia fazê-lo sentir outra vez o que sentira. E ele queria se perder naquele mundo desconhecido.
E, da próxima vez, não seria expulso e nem arrancado de lá à força.



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