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domingo, 17 de julho de 2011

Série Os Sheikes no Rio 1 - O Retorno do Rei

Sheik Hamdan - Príncipe herdeiro de Dubai
        Rafiq Haddad é um empresário carioca que mora no Leme, rio de Janeiro. Nem de longe desconfia que foi raptado quando tinha cinco anos, juntamente com mais
três irmãos menores que ele. Com o trauma, esquecera-se de tudo. E nem imagina que é o príncipe herdeiro de um país do Oriente Médio e que seu pai  irá torná-lo
rei tão logo o encontre após 25 anos de infrutíferas buscas.


Os Sheiks no Rio 1 - O retorno do rei
                                                                Prólogo Quando o rei Abdul Qadir e a rainha Laila entraram, naquela noite de festa, para dar boa noite aos seus filhos, não podiam imaginar que seu mundo se romperia,
da pior forma possível, nem mesmo em seus piores pesadelos!
        - Oi, meu reizinho!
        - Oi mamãe. - Respondeu o garotinho de cinco anos para a mulher de olhos verdes que ele acreditava ser a pessoa mais bonita do mundo. Gostava muito de abraçá-la,
de sentir o cheiro dela. Sabia que, quando outra pessoa o abraçava, ele sempre procurava por aquele cheiro que sua mãe tinha.
        - Viemos dar boa noite aos nossos reizinho e ao nosso principezinho.
        O outro garotinho, um ano mais novo, pulou nos braços do pai. Para aquele menino, seu pai era o homem maior e mais forte que ele já conhecera. Podia confiar
naquele homem que ele sempre o protegeria de qualquer dano, de qualquer mal. Sabia que seu irmãozinho mais velho também pensava o mesmo. E já sabiam, desde há muito
tempo, que eles cresceriam para serem o rei e o príncipe daquele lugar. Sabia que um dia, seu irmão maior reinaria, cuidaria daquele povo e que ele ajudaria seu
irmão a cuidar de sua gente. Seu papai e sua mamãe haviam dito que esse era o destino deles. E eles deveriam aprender a aceitar o seu destino desde pequenos. Tinham
obrigações. Eram filhos do rei. Haviam nascido para reinar, comandar, guiar, cuidar, proteger. E que ambos seriam muito amados por todos os súditos daquele reino
abençoado com tantas dádivas que o bom Deus vivia a presenteá-los!
        - Hoje o nosso reino está em festa. O palácio está cheio de convidados. Estamos festejando seis anos de nosso casamento, de nossa felicidade. - A mãe falou
num tom doce e carinhoso que fazia com que os dois meninos quisessem se achegar ainda mais a ela. E, excepcionalmente naquela noite, os dois meninos não queriam
se afastar daquele abraço gostoso!
        - Já colocamos suas irmãs na cama e agora,  viemos aqui para dar boa noite e fazer com vocês a última oração do dia. - A voz forte e poderosa do pai lembrou
aos meninos que ambos ansiavam se transformar em alguém igual ao pai, forte, poderoso, sem medo de nada.
        - Lembrem-se que um precisa cuidar do outro. Os dois juntos são fortes. Ninguém poderá vencê-los enquanto estiverem um ao lado do outro, um lutando pelo
bem do outro, um protegendo o outro. E os dois sempre protegerão as irmãs, a família, o reino.
        - Sempre nos lembraremos disso, papai. - Os meninos responderam. - solenes. Era uma promessa feita ao rei.
        Acreditavam no pai. Eram felizes e amados. Não tinham nenhuma razão para duvidar das palavras daquele homem a quem ninguém mais poderia se igualar. Quem
ousaria desafiar aquele homem poderoso?
        Para as duas crianças, tudo aquilo parecia grandioso. Laila, a princípio, não gostara daquelas conversas com dois meninos tão pequenos. Sabia que eles não
tinham entendimento para compreender aquelas coisas das quais o rei falava com seus filhos. Mas um menino criado para ser rei era visto por todos de maneira diferente.
Seus filhos acabariam compreendendo o sentido daquilo tudo muito antes do tempo. Eram diferentes de outras crianças. Seu mundo, sua infância, tudo era diferente.
Além disso, ela confiava no julgamento de Abdul Qadir. Sabia que ele estava certo. Amava-o. Amava-o com todo o amor que uma mulher poderia dedicar a um homem. Porém,
era um amor diferente daquele que sentia pelos filhos. Mas morreria por qualquer um deles, fosse o pai ou fosse uma de suas crianças. Tinha, dentro de si, tanto
amor para aquelas cinco pessoas, que doía-lhe a alma. Queria-os mais que qualquer outra coisa. E temia por cada um deles. Por isso, para contrabalançar tantas responsabilidades
dos ombros de dois seres tão pequeninos e indefesos, ela os mimava com muito amor. Fazia de cada instante que estava ao lado deles, um escudo protetor onde o amor,
o carinho , a ternura enchiam o mundo hostil que as crianças teriam que enfrentar algum dia e que ela torcia para que esse dia estivesse distante. Temia pelo dia
em que seu filho seria aclamado rei, exatamente como o pai dele. Olhar para aquele garotinho de cinco anos e saber que tinha que assumir aquele reino encantado,
aquele país rico, aqueles homens inncorformados com as mudanças que o rei Abdul Qadir consentia, a inveja do irmão do rei, a inveja da irmã da rainha... Torcia para
que o dia em que as coisas iriam mudar nunca chegasse!
        Laila jamais poderia imaginar que o dia chegara e que seu mundo onde o  rei Abdul Qadir, o  forte e poderoso rei Abdul Qadir, seu marido, ruiria, completamente
destruído, completamente arrasado, totalmente devastado!
        O dia em que o rei reconheceria que era o homem mais poderoso daquele lugar, mas não era um deus!
                                                                capitulo 1
        A noite sem lua e sem estrelas se estendia por todo o deserto. Entretanto, as figuras que vagavam na noite sem sombras, nada temiam. Não podiam ser vistas.
Ninguém, com juízo suficiente, se lançaria por aquele lugar, numa noite como aquela em que uma tempestade de areia ameaçava assolar qualquer um que a desafiasse.
Mas aqueles que ali estavam, não podiam temê-la. Tinham muito mais a perder se não o fizessem. Muito dinheiro, para alguns e um título de soberano, para outros.
Todavia, a tempestade não era muito forte. Assustaram-se, a princípio, mas estavam protegidos no carro, mas, quem poderia crer que sairia ileso de uma tempestade
de areia? Como havia muita coisa em jogo, o mais certo era prosseguir com o plano. E aquela insignificante tempestadezinha mais parecia  uma ajuda do destino para
afastar de seu caminho, qualquer pessoa que pudesse vê-los, identificá-los e assim, atrapalhar o que pretendiam fazer. Dessa vez a sorte estava do lado deles. A
tempestade não era nada que chegasse a preocupar seriamente. Mas fora providencial naquele instante. Não haveria uma única pista a ser seguida. Caso deixassem rastro,
a tempestade os apagaria completamente.
        A princesa Keila e seu marido, o príncipe Sulaiman, corriam contra o tempo para fazer desaparecer aos quatro filhos do rei Abdul Qadir sem deixar pistas.
Finalmente estavam raptando aquelas crianças, que eram um imenso empecilho aos seus planos. Keila esperara demais por aquele momento!
        Enquanto eles corriam contra o relógio na noite escura e, macabramente silenciosa, o rei comemorava seu sexto aniversário de casamento, no palácio de mármore,
com sua irmã Laila, a mesma mulher que o roubara dela, totalmente alheio ao mal que sua cunhada e seu irmão tramavam contra ele.
        "Antes de vê-lo morrer, ainda verei muitas lágrimas de sangue rolar por aquele rosto real!"! Keila pensava satisfeita enquanto segurava em seu colo a menor
das crianças, a pequena Haifa, que ainda não tinha um aninho.
        Era ela, Keila, quem deveria estar agora nos braços do rei, festejando suas bodas, alegre por ter-lhe presenteado com quatro filhos.
        E, infelizmente, até aquele momento, ela e seu marido, o príncipe Sulaiman, ainda não haviam sido agraciados com tal dádiva. Ela sabia que necessitava urgentemente
ser mãe, dar um herdeiro a Sulaiman. Caso contrário, de que adiantaria sumir com os filhos do rei, matá-lo em seguida, assumir o país ao lado de seu marido, se não
pudesse mostrar ao povo que ela também fora abençoada com frutos lindos e saudáveis como sua irmã e o rei Abdul Qadir tinham sido?
        Precisava engravidar urgentemente. Talvez, o fato de estar sempre tão preocupada em como destruir a Abdul Qadir e a sua irmã não a tivessem dado chance para
relaxar e poder receber em seu ventre a semente de seu príncipe.
        Não era por falta de fazer amor que não engravidara. Muito pelo contrário. Tanto ela quanto seu marido eram vorazes na arte de fazer amor. Chegavam a ultrapassar
alguns limites quando se tratava de sexo.
        Por vezes temera ser apedrejada em praça pública. Gostava de seu marido. Era bom transar com ele. Embora gostasse mais de sexo do que de Sulaiman, não podia
negar que ele era um expert na arte de fazê-la subir pelas paredes, além de ter sido abençoado com um membro gigantesco, do tamanho do Brasil, capaz de dar inveja
a qualquer um. Sem contar com aquelas mãos que sabiam percorrer o corpo de uma mulher nos lugares certos e aquela boca... Que boca abençoada era aquela? A língua
de Sulaiman a deixava louca, sempre descobrindo um jeito novo de lhe dar prazer!
        Mas agora era preciso concentrar-se em outras coisas. Chegaram ao lugar marcado onde se livrariam, para sempre, dos filhos que o rei plantara no ventre de
sua irmã. Tinha que entregar as crianças para as pessoas que se encarregariam de desaparecer com elas. Precisavam voltar rapidamente ao palácio.
        Tirar os chatos sobrinhos do palácio não fora difícil. Todos estavam extasiados com a felicidade do rei que festejava seus seis anos de feliz casamento.
E muito desatentos aos perigos!
        Logo ele e sua amada mulher iriam chorar  de arrependimento. Deveriam ter reforçado a guarda. Mas estavam felizes demais para se preocupar com inimigos.
No mundo de Abdul Qadir e Laila, só existia o amor. E Keila queria ver se aquela paixão toda conseguiria sobreviver ao momento em que descobririam que seus quatro
filhos haviam sido raptados bem debaixo de seus narizes reais!
        Não a ofenderam? Não se casaram um com o outro enquanto ela ansiava que o rei se casasse com ela?
        Tudo bem que há seis anos ele ainda não era o rei, mas agora era. E, desde aquela época, ela sabia que ele seria o rei já que era o primogênito.
        - Sumam com essas pestes daqui. - Ela dissera aos homens que se encarregariam das crianças a partir dali. Podia confiar neles. Eram fundamentalistas aborrecidos
com a modernidade que o rei trouxera para aquele país árabe, de hábitos tão conservadores. Keila não se interessava por política nem por religião. Deixava isso a
cargo do marido. Mesmo porque, naquele lugar, nenhuma lei beneficiaria as mulheres. Sabia que fora ousada ao falar com o homem que chefiava o grupo que daria um
fim as crianças. Provavelmente, ele nem a ouvira. Mas não podia evitar. Era uma provocação. E ela adorava provocar. - Nem quero saber para qual lugar irão levá-las.
Mate-as se for preciso. Mas nunca mais quero ouvir falar delas. Venda-as como escravas. Seria um bom fim para os filhos do rei!
        Keila achava graça de seu próprio senso de humor. Sulaiman, entretanto, nada dissera. Sabia que era um fraco. Que não passava de um joguete nas mãos daquela
mulher. E esse era um traço negativo em sua personalidade que o deixava ainda mais ressentido. Como chegaria a ser um bom governante se sabia que quem realmente
mandaria seria Keila? Afinal, ele era um árabe, com todo o seu orgulho por suas tradições onde as mulheres não tinham voz ativa!
        De qualquer forma, não poderia ficar ali perdendo tempo. Precisavam voltar ao palácio. Tinham que estar lá quando a notícia de que as crianças haviam desaparecido
ecoassem por todos os lados. Estabelecer um álibi era tão importante quanto permanecer solidário como um cachorrinho fiel!
        Sulaiman estaria ali para ver a dor do irmão, o seu sofrimento, dar-lhe tapinhas nas costas para consolá-lo  e, secretamente se regozijar em ver seu irmão
com o coração despedaçado pela dor.. Contudo, ele deveria mostrar-se tão infeliz quanto o próprio rei. Ele deveria ter a mão estendida e o peito aberto para receber
Abdul Qadir em sua dor. E a antecipação de imaginar seu irmão tão vulnerável o deixava excitado, desesperado para possuir sua mulher em qualquer lugar daquele imenso
deserto enquanto retornavam ao palácio real.  Sua mulher, a bela Keila também deveria  consolar a desesperada esposa do rei, que por acaso era a sua irmã Laila.
E, se ele conhecia Keila tão bem quanto imaginava, tinha certeza de que ela estava louca para fazer amor com ele, rolar por aquelas areias, até confundir-se com
elas.
        Agradecia por ter encontrado Keila em sua vida! Fora a coisa mais maravilhosa que lhe acontecera. Era uma pena que fosse tão gananciosa, mas ele também o
era. E Keila tinha pulso firme, era forte e determinada. Não era incrível que algumas mulheres pudessem ser mais capazes que alguns homens? Por sorte, ele se escondia
por trás daquela fortaleza e todos pensavam que o forte era ele. Fora assim com sua mãe e agora era assim com sua esposa. Não nascera para o comando, para a liderança.
Reconhecia tal fato e o aceitava. Por sorte se envolvera com a mulher mais decidida do planeta!
        Keila nascera em Madureira, no Rio de Janeiro, filha de pai libanês e mãe carioca. Seu pai tinha uma loja de tecidos na rua Edgar Romero, lugar que ela abominava
e onde  ela e sua irmã Laila tiveram que viver por toda a vida até o dia em que ambas conheceram o Sheik Abdul Qadir, o futuro sucessor do rei Mohammad, o soberano
de um país árabe que ficava localizado no lugar parasidíaco, com um mar explendoroso a banhar suas costas, um bosque e uma montanha gigantesca. Era um país muito
rico e abençoado por Ala. Havia, entretanto, um imenso deserto, que ocupava  mais de setenta por cento daquelas terras, mas até o deserto do país era magnífico,
com muitos oásis e pequenas cidades localizadas ali.
        O príncipe Abdul Qadir viera ao Rio de Janeiro para confraternizar-se com a comunidade árabe e estreitar os laços de amizade e os laços econômicos.
        E Keila se encantara com o jovem e belo príncipe.
        Pelo que percebera, o jovem árabe também se encantara com ela. Respeitosamente a convidara para passear no Jardim Botânico.
        Keila não gostava daquele respeito todo. queria que ele demonstrasse um interesse maior, mas o rapaz era um árabe de idéias conservadoras, embora tentasse
adaptar-se ao mundo ocidental, sempre que estava visitando os países que não viviam a vida segundo as leis ditadas pelo seu povo e por suas tradições.
        Entretanto, três dias após conhecer Keila, o príncipe Abdul Qadir fora apresentado a sua irmã, Laila. Imediatamente o jovem fora tocado no fundo de sua alma
por aquela beleza morena de olhos verdes. E se apaixonara tão perdidamente que se casara com ela e a levara para o seu palácio, em Althea, aquele país fundado no
mais glorioso oásis do deserto e que era extremamente rico em petróleo.
        A economia de seu país não estava apenas voltada para a indústria petrolífera, mas também atuava ativamente no mercado imobiliário, na agropecuária, nas
indústrias têxtil e alimentícia. Como se não  bastasse, Abdul Qadir percebia que o turismo  era um mercado prazerosamente rentável e, dessa forma, desejava abrir
as suas conservadoras portas  e assim  atrair a injeção do capital estrangeiro para as suas belas cidades que rodeavam o Golfo  e que deslumbravam os mais exigentes
olhos com as suas belezas naturais e as que ele poderia um dia criar. E, por essa razão, viajava pelo mundo inteiro estreitando os laços de amizade. Sabia que, num
futuro próximo, ele seria o rei e queria ver o seu país disputando em pé de igualdade, com as maiores potências econômicas do mundo.
        O príncipe era o responsável pelas relações exteriores e, com isso, seu aprendizado rumo a sucessão ia ficando cada vez mais completo, cheio de experiências
gratificantes.
        Dessa forma, Abdul Qadir viajava pelo mundo inteiro, sempre a procura de mais investimentos para o seu país e também dando ênfase ao comércio de importação
e exportação.
        Sulaiman era o irmão mais novo de Abdul Qadir. Era filho da segunda esposa do rei Mohammad e nascera dois anos depois. Agora, na idade adulta, os irmãos
tinham específicas responsabilidades para com o seu povo e com sua terra. Precisavam se casar e dar herdeiros para o reino e para o país.
        Sulaiman, na verdade,  era o irmão invejoso e ganancioso do príncipe. Havia sido envenenado por sua mãe durante toda a infância e adolescência. Sua mãe queria
que ele fosse o soberano daquele país e não aceitava a idéia de que seu filho perdera o direito ao trono só por que nascera dois anos mais tarde. Vivera, até que
Sulaiman tivesse vinte anos, única e exclusivamente para plantar e fazer crescer o ódio que Sulaiman deveria nutrir pelo irmão. Quando sua mãe morrera, fizera com
que seu filho lhe prometesse que um dia reinaria naquele país mesmo que fosse preciso assassinar o príncipe durante o sono. E Sulaiman prometera solenemente, enquanto
sua mãe tranquila com a promessa, fechava seus olhos.
         E Abdul Qadir, que se casara com Laila e era feliz, vivia alheio as maquinações´ de seu irmão. Apenas esperava ansioso, pela chegada de seu primeiro herdeiro,
que sua amada Laila estava prestes a lhe dar.
        O rei Mohammad não ficara satisfeito ao ver seu filho retornar do Brasil com uma esposa na bagagem. Tinha esperanças de que seu filho se casasse com uma
princesa de algum reino que deveria trazer benefícios econômicos para o seu povo. Mas conhecia muito bem ao seu filho. Nada o demoveria daquela idéia e, com sua
versatilidade, saberia fazer daquele casamento algo benéfico para a sua gente. E ainda havia o fato de que seu filho poderia casar-se com mais de uma esposa. quem
 sabe ele, da próxima vez escolheria uma princesa de uma terra fabulosamente rica para unir aqueles laços?
        De qualquer forma, abdicaria em favor de seu primogênito. Sua saúde já estava por demais deficiente e ele precisava ser internado para tentar recuperar um
pouco das forças que aquele reino lhe cobrava dia a dia. Deixaria aquele país nas mãos de seu filho Abdul Qadir, consciente de que ele seria um excelente chefe de
estado para o seu povo! Agradecia a Alá por não ter que deixar seu país nas mãos de seu filho mais novo e, certamente, temia por Abdul Qadir. Ser rei quando um ganancioso
irmão estava ao seu lado não era uma boa herança para deixar ao seu primogênito. Mas nada podia fazer. E se Abdul Qadir não conseguisse vencer o irmão era por que
a vontade de Alá estaria se realizando.
        E enquanto o agora soberano absoluto de seu povo, o rei Abdul Qadir festejava a chegada de seu primogênito, aquele que um dia reinaria o seu país em seu
lugar, como ele reinava agora no lugar de seu pai que se convalescia em uma clínica em Londres, Keila, juntamente com Sulaiman maquinava um modo de destruir a felicidade
do homem que a desprezara tão descaradamente.
        Sulaiman crescera ansiando pelo poder. Queria ser o dono e senhor daquele país, terra abençoada por Alá, onde tudo prosperava e onde o seu soberano era adorado
como um deus e invejado por todos, inclusive por ele. Não era justo que Abdul Qadir, já tanto amado pelo seu povo, alcançasse a glória de ter tudo aquilo aos seus
pés enquanto ele sempre seria o irmão do rei, o segundo homem do governo.
        Seu pai abrira mão de tudo por Abdul Qadir, para que ele reinasse sozinho e em paz. Nada parecia justo aos olhos de Sulaiman.
        A não ser que Abdul Qadir morresse...
        Da mesma forma que Sulaiman pensava, Keila também ansiava pela destruição daquele homem, senhor absoluto de tudo e de todos, quase um deus! Se ele a tivesse
escolhido para esposa, ela, agora estaria sendo venerada como uma rainha. E, embora não gostasse muito da idéia, até aceitaria ser a segunda esposa do rei. Sabia
que se entrasse naquele palácio como a segunda esposa, logo seria a primeira.
        Todavia, além de sua irmã Laila ser a esposa número um de rei Abdul Qadir ainda parecia que, durante muito tempo, seria a única esposa, pois o rei parecia
muito apaixonado, deixando claro de que não tinha a intenção em desposar mais ninguém.
        Tinha que vingar-se. Tinha que ir a forra. Nem que demorasse a vida inteira, ela se vingaria daquela ofensa terrível. Como ele ousara conhecê-la, dar-lhe
esperanças e se casar com Laila, a sua irmã sem graça alguma?
        Mas tinha um plano. Não se enveredara pelo palácio, sempre solícita, sempre amável e sempre tão simpática? Era óbvio que ao menos o bobo do Sulaiman, o segundo
na linha de sucessão, ela acabaria conquistando. E conquistara. Sulaiman estava perdidamente apaixonado. Comia em suas mãos! Agora era só dar o bote! Era um fraco,
um joguete que ela fazia girar na direção que melhor lhe conviesse. Era certo que na cama era imbatível, mas... Com toda a certeza, o rei Abdul Qadir era bem melhor.
Aquele poder todo deveria ser refletir no leito. Infelizmente, somente a sonsa de sua irmã conseguia comprovar tais delícias que ela só conseguia imaginar. O poder
era um afrodisíaco sem igual!
        E Keila se casou com o irmão do rei. Por uns tempos, acabou esquecendo-se da ofensa que sofrera. Tinha tratamento de princesa. Tinha empregados para fazer
a sua vontade na hora e no momento em que achasse melhor e tinha o amor incondicional de Sulaiman. E passava os seus dias fingindo que era Laila, a senhora daquele
lugar.
        Seu marido, que ficara grato por ela decidir se casar com ele após ter sido preterida, a tratava como uma jóia rara. Era o homem mais apaixonado do planeta.
Fazia-lhe todas as vontades, não media esforços para contemtrá-la e vê-la feliz.
        Sulaiman a desejava com tanta intensidade que esquecia de si próprio para satisfazer a mulher. Tanto que até se esquecera de odiar o irmão e passara a dividir
com Abdul Qadir algumas tarefas que antes da chegada de Keila em sua vida, pareciam o mais alto sacrifício. Nunca gostara de servir ao irmão. Agora, fazia tudo por
Keila. Tudo por ela! Para poder levá-la aos lugares mais badalados e sofisticados do mundo. Lugares que ele nem gostava de frequentar por causa de suas convicções
religiosas, mas que, por amor a Keila, fazia questão de acompanhá-la a Monte Carlo, a Nice, aos cassinos de Las Vegas e a qualquer lugar onde sua adorada esposa
quisesse ir e pudesse brilhar!
        De Madureira, na zona norte do Rio para os lugares mais glamourosos do mundo. Das roupas compradas no Mercadão de Madureira, para as butiques de Paris e
Milão, para as grifes mais famosas, para os perfumes mais caros, para os sapatos e bolsas mais sensacionais e para as jóias mais deslumbrantes. Dos ensaios de carnaval
na quadra do Império Serrano para finos coquetéis em castelos da Europa. Era o o máximo! Magnífico! Fantástico!
        O céu não podia ser o limite. Nada poderia ser o limite. Keila queria o mundo todo. queria para ontem! Já não conquistara coisas com as quais jamais sonhara?
Não se vestia com a mais pura seda e se deitava nos mais perfeitos lençóis? Não tinha criadas para banhá-la, penteá-la e vesti-la e para fazer todas as suas extravagantes
vontades? Não tinha o mais sortido cofre de jóias e uma conta bancária capaz de fazer um outro sheik qualquer cair desmaiado ao ouvir a quantia? Era rica! Era bela!
Era amada! Tinha o mundo aos seus pés!
        Mas não era o bastante. Ela queria o lugar de sua irmã, Laila. Por que deveria se contentar em ser a segunda mulher do país se poderia ser a primeira. Então,
o rei deveria morrer. Não! Se ele morresse, ainda teria seu filho  que um dia reinaria em seu lugar pois Laila, sua insuportável irmã, já lhe dera um sucessor!
        Então, antes de dar um fim em Abdul Qadir, teria que afastar o menino príncipe de seu caminho. Mas, para tanto, ia precisar de ajuda.
        Entretanto, a ajuda que tentava receber de seu lento marido demorara tanto que, quando menos esperava, Laila, tão logo trouxera ao mundo o seu primogênito,
já parira a outro menino e agora, estava dando a luz a mais uma criança. Quatro filhos! Bem, as duas últimas gestações foram meninas. Mesmo assim, já trouxera ao
mundo, dois príncipes. Dois príncipes!
        Aquilo era a gota dágua! Não poderia mais esperar! Em apenas seis anos de casamento, a idiota de sua irmã já parira quatro filhos! Se ela não tomasse logo
uma providência, em pouco tempo Laila repovoaria aquele país! Tinha que encontrar um meio de fazer com que seu ganancioso, mas covarde marido a ajudasse naquela
empreitada.
        E tanto falou na cabeça de Sulaiman que, em pouco tempo, todo o ódio que sua mãe lhe incutira estava ali. de volta, fervendo na superfície, exatamente igual
ao ódio que sempre nutrira pelo irmão.
        Entretanto, Sulaiman, mesmo se sentindo manipulado pela esposa, sabia que  era imprescindível agir com cautela. Era necessário paciência, coisa que Keila,
sua linda e gananciosa esposa não tinha.
        E aquele planejamento, nos mais mínimo e insignificantes detalhes, levara  tempo para chegar ao dia de sua execução. Não queriam deixar nenhuma pista sobre
o que ocorreria. Não queriam ser enforcados pelo rei em praça púbica. Queria sair ilesos de qualquer suspeita.
        - Só existe um jeito para que essas crianças não reapareçam um dia para cobrar o reino do qual foram arrancadas. Abdallatif, o mais velho, já tem cinco anos.
Dificilmente esquecerá as coisas que conhece. É melhor que os matemos! - Keila sempre dizia e Sulaiman batia o pé contra tal idéia.

Se leu este primeiro capitulo e gostaria de continuar com a sua leitura, veja num desses links abaixo


       

    Série Os sheikes no Rio 1 - O retorno do rei            

                                (Já no lugar certo)



                                           
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Sheik Hamdan - Principe herdeiro de Dubai 1

Alguns árabes lindos


Sheik Hamdan - Principe herdeiro de Dubai 3

As extravagâncias de um príncipe árabe




nfelizmente, aas coisas ruins  que acontecem com aqueles ídolos que tanto amamos, também devem ser  compartilhadas. Assim, informo as meninas que ainda não haviam tomado conhecimento, que o sheik Rachid faleceu dia 15 de setembro de 2015, vítima de um ataque cardíaco.





7 comentários:

  1. Esse deus foi a sua inspiração? Ah! O livro é ótimo! Ameeeeeiiii!

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  2. Existe em algum lugar do mundo um sheique de verdade mais bonito que esse camarada aí? duvido . elee muito lindo

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  3. MARAVILHOSO,SEM PALAVRAS PARA DESCREVER ESSE LIVRO.

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  4. QUERIA MUITO ENCONTRA UMA PESSOA ASSIM, ROMÂNTICA,SINCERA,FIEL E QUE ME AMASSE ASSIM COMO A PERSONAGEM DESTE LIVRO A LAILA É LINDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!ESSE LIVRO ME TIRA COMPLETAMENTE OS MEUS PÉS DO CHÃO,EU SIMPLESMENTE VIAJA E VEJO-ME NO LUGAR DESTA MULHER.AI MEU DEUS POR QUE NÃO EXISTEM HOMENS ASSIM!!!!!!!!!!!!!!

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  5. É REALMENTE O SHEIK HAMDAN É LINDO,PRINCIPALMENTE SE ELE FOR TUDO OQUE DIZ QUE ELE É, ROMÂNTICO, INTELIGENTE MEU DEUS ESSE HOMEM NÃO EXISTE!!!!!!!!!!!EXISTE????????????

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  6. sou um brasileiro admirador do principe,principalmente de seus livros..sou admirador principe fazza...

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